Does it make any sense?! No? So, welcome.
05
Nov 11
publicado por Andi, às 11:09link do post | comentar

http://bodyshopmania.blogspot.com/2011/11/sorteio-cabaz-de-natal.html - Passatempo para um cabaz de Natal muito giro =)


08
Abr 11
publicado por Andi, às 22:29link do post | comentar

O tempo está bom, muito bom para esta altura do ano. A Primavera muda as pessoas, eu consigo ver isso, ficam mais bem dispostas, há uma tolerância que renasce. Enfim, hoje fui ao mar dar um mergulho. O primeiro deste ano. 

 

Tenho saudades do mar. Ridiculamente cliché. Ridiculamente verdade.

 

Nadem em cada oportunidade que tiverem. O mar por vezes falta-nos. E a falta que ele nos faz!

 

 


Sea by ~unclesim on deviantART

 


16
Fev 11
publicado por Andi, às 22:24link do post | comentar

Dizem que sou maluquinha por séries. E por algumas, sou, admito-o. A minha última obsessão, depois de The Big Bang Theory, que é uma série ligeira, de comédia sobre um grupo de nerds, socialmente estranhos que vivem num mundo paralelo onde A Guerra das Estrelas é uma espécie de religião, se tal fosse possível, uma existência divina sob um ponto de vista físico; como dizia, a minha última obsessão é Mad Men.

 

Quando comecei a ver, nas férias do Natal a série não me despertou muita atenção, a personagem principal, o Don irritava-me um pouco, e como eram episódios de 45 minutos e o seu género era drama, todos estes factores levaram a um ligeiro desapego à série.  Contudo, à medida que ia vendo fui gostando mais, tanto que já vou quase no final da quarta temporada, a última que saiu. Compreendo que não é uma série para toda a gente, ou que todos apreciem ver. Requer atenção e continuidade. Por vezes em alguns diálogos informações são disparadas de rajada de tal maneira que preciso parar a série e pensar no que foi dito, no que já aconteceu e que implicações isso poderá trazer. Outro aspecto que me cativa é o facto de a série não ser óbvia, não há nada que me desanime mais do que eu adivinhar o que vai acontecer a seguir ou o final.  No entanto, a série é filmada de modo a obter cenas tão subtis, que provocam um sentimento de desconfiança no espectador que o torna curioso para ver o que se vai passar a seguir.

 

 


 

Para quem não sabe, a série passa-se nos anos 60, e a acção centra-se num director criativo de uma agência de publicidade, Don Draper e todos os enredos que a ele estão ligados. Não sou perita em História nem nada do género, mas os cenários que usam, com tantos pormenores como os produtos de cozinha, o mobiliário, os electrodomésticos, etc. Para além do cenário em si, o guarda-roupa é espectacular, especialmente o feminino, as personagens Betty e a Joan estão sempre assombrosas, e é mesmo retratado na série o cuidado que têm ao cuidar da sua imagem. No que toca ao modo de viver, percebe-se bem que esta é uma época em que os americanos vivem "the american dream", quando há algum transtorno nesse aspecto ficam todos chocados, porque afinal de contas, vivem na América, um sítio civilizado. É curioso também verificar alguns costumes como fumar e beber a toda a hora, incluindo as mulheres, incluindo as grávidas, incluindo os médicos no mesmo consultório que as grávidas... Acho que em 70% das cenas Don Draper está fumando, bebendo ou fazendo sexo, ou uma combinação destas três.  Já foi dito que fumam cigarros orgânicos e sem nicotina, acho bem, pela saúde deles. Para além de que o whisky deve ser sumo de maçã.

 

Há muitos aspectos históricos muito bem inseridos na série, vê-se como afectam as personagens e as suas vidas, é uma outra visão da História. Por exemplo, não fazia ideia que o assassinato de JFK tinha escandalizado tanto a América, enfim são ignorâncias que Mad Men tem vindo a eliminar. Há, também, muitos aspectos sociais abordados, como os direitos dos negros, das mulheres, o aborto, o Vietname, os gays e a sua repressão, etc.

 

As personagens femininas, pelo menos as principais, Betts, Joan e Peggy (da esquerda para a direita) prendem a minha atenção durante a série. Consigo ver as suas lutas, o sofrimento, o machismo que têm de lidar, mas também a sua tentativa de libertação, a sua irreverência , a sua garra.

 

 

 

Penso que esta série é uma série que corre riscos, há reviravoltas, em que parte do elenco é dispensado, e depois volta a juntar-se depois, mudanças radicais na história... Não é uma série que se acomoda, como outras que a história principal é sempre a mesma, apenas os detalhes vão mudando. Também por isso, por essas mudanças, senti muitos sentimentos contraditórios sobre as personagens. Não há bons nem maus, heróis nem vilões. Apenas há esta série completamente viciante e arrebatadora que nos leva a um mundo de "mad mens" de há cinquenta anos atrás.


26
Jan 11
publicado por Andi, às 21:44link do post | comentar | ver comentários (4)

O tema: Preconceitos. Quando vi o tema pensei em muitas situações, muitas injustiças nas quais eu senti esse terrível sentimento, ou pessoas próximas de mim o sentiram. Analisando bem, sinto que sou sempre "vítima" desse tipo de ideias, as pessoas esperam sempre coisas diferentes das quais eu proponho para mim mesma. Mas vivo bem assim, se calhar vivo melhor do que viveria se soubessem o meu verdadeiro conceito.

 

Adiante, fui ver a definição da palavra, para não cair no erro de ter um preconceito quanto a ela. E deparei-me com a definição:

"Opinião desfavorável que não é baseada em dados objectivos"

 

Retirada daqui.

 

O problema, para além do óbvio - de os preconceitos darem origem às maiores injustiças possíveis, é que por vezes os preconceitos tornam-se verdadeiros nalgumas pessoas. E mais uma vez, a tão brilhante racionalidade humana faz-nos generalizar, o que acaba por levar a mais preconceitos. É um ciclo vicioso. Uma bola de neve prestes a tornar-se numa avalanche descomunal. Detesto bolas de neve. Não há como fugir delas, a única coisa a fazer é encarar, tentando não nos borrarmos de medo.

 

Preconceitos. Conheço o termo. Acho que quase todos conhecemos. Conhecemos e praticamos. Mea culpa.

 

 

 

 


16
Jan 11
publicado por Andi, às 23:43link do post | comentar | ver comentários (2)

Abro a página e aparece um aviso a perguntar-me se quero recuperar um rascunho que fiz, mas não publiquei. Digo que não. Quero um recomeço. Há tantas coisas que me arrependo de não ter feito, essencialmente de não ter feito, de não ter arriscado. Quem diz que nunca se arrepende de nada é dos maiores mentirosos que pode existir. Essencialmente porque sabem que isso não é verdade.

 

Cliché, não é? Infeliz ou felizmente é verdade, não estou com discernimento para poder decidir, a maior parte dos clichés é verdade. E o maior problema é que por ser cliché não nos lembramos deles. A questão de como tudo é efémero, incluindo a vida, e que por causa disso, podemos dar prioridades a certas coisas não passa de conversa de café ou de conversa de talkshow patético. Pergunto-me quantos de nós tentam ou tentarão fazer aquilo que realmente querem, que lhes surge no ímpeto da sua personalidade?

 

Os medos, as fobias, as pressões, as sociedades, a pseudo-racionalidade são como muros sólidos e imbatíveis ao que queremos. Contudo, muros já foram derrubados, barreiras esbatidas... Engraçado como as questões se nos deparam diferentes conforme pensamos numa perspectiva mundana ou universal.

 

Estou com crises existenciais de adolescente... Podem dizer, e é verdade, afirmo-o. Mas nem vamos entrar por aí, a vida não tem idade, os sentimentos, ou pensamentos são só restringidos quando tiveres 30? E quando tiveres 20 só podes fazer asneiras, e com 70 o melhor é deitares numa cama até ao fim dos teus dias esperando que a doce Morte te arrebate dessa apatia!? Que se lixem as convenções e esses impedimentos.

 

"Today is the greatest day of your life".

 

 

 

 

 

sinto-me: fuck limits
música: Smashing pumpkins - Today

12
Dez 10
publicado por Andi, às 18:32link do post | comentar

Nunca vos aconteceu pensarem em coisas disparatadas e as ideias surgirem assim do nada? A mim acontece-me nas ocasiões mais (in)oportunas... Ainda hoje numa festa de Natal pensava em grandes escritores, grandes senhores e senhoras da Literatura, que, por acaso, ultimamente nem tenho tido o prazer de ler, acho que estou com azar a escolher os meus livros, e no facto de serem tão subtis.

 

As suas mensagens, a sua perspectiva só pode ser apreciada por quem tem a sensibilidade ou visão suficiente para o perceber. De outro modo apenas o achará louco.

 

Não é escrever loucuras, isso todos conseguem, mas subtileza só pertence às mãos de alguns.


26
Out 10
publicado por Andi, às 22:04link do post | comentar | ver comentários (3)

 

 

 

 

Num local tão enigmático e inconstante como os Açores, a minha terra, onde o tempo caprichoso gosta de nos presentear com chuvadas intensas e rápidas ou chatear-nos com chuva miudinha durante horas, que parecem intermináveis, a chuva é desejada por muitas e detestada por outros. Não consigo descrever com exactidão todas essas imagens e ideias que me passam pela cabeça, acho que a nostalgia e a saudade toldam-me a escrita, pelo menos hoje, acho que outras vezes aguça-a. Ou será apenas impressão minha?!

 

Pesquisei nas minhas fotos mais antigas e encontrei esta que foi tirada num dia após ter chovido e achei curiosa a cor do céu. Parece estar em chamas, contrasta bastante com a chuva, que anteriormente preenchia o nosso espaço.

 

Quando vi o tema deste mês de Outubro da Fábrica de Letras pensei instantaneamente, que cheiro tem a chuva?! Lembrava-me de outros cheiros muito característicos, a erva cortada, cheiro de uma mata, de maresia, de cozinhados, de roupa lavada,... Mas e a chuva?! Gosto de apanhar chuva e depois poder trocar de roupa para outra quente e sentir esse conforto. Sim, a Irracional aqui às vezes é uma romântica do mais cliché que pode existir, outras vezes é uma "besta analítica". O que quero dizer é que quando penso em chuva não me ocorre o seu cheiro.

 

Pensei nisso durante algum tempo, pois já sabia qual o tema há uns dias atrás. Mas só hoje decidi escrever, porque agora se me revelou a resposta. A chuva não tem cheiro, contudo depois de chover fica algo de indecifrável no ar. E a resposta é bastante simples, na minha opinião, a chuva lava as coisas, tudo aquilo em que toca. Desaparece o cheiro da poluição, de suor, de excrementos, de Humanidade. As coisas reganham o seu cheiro. A chuva devolve a autenticidade. Passageiro é o efeito, obviamente, mas ainda lhe dá mais valor, pela sua efemeridade. Acho que consegui arrecadar mais uma razão para se gostar de chover.

música: Jamie Cullum - I Get A Kick Out Of You

22
Out 10
publicado por Andi, às 21:02link do post | comentar | ver comentários (2)

Noite atribulada de cólicas, entrecortada por idas longas à casa de banho e animada pelas batidas no tecto pelo vizinho que se opõe totalmente a utilizarmos a casa de banho à noite porque diz que ouve muito o autoclismo (true story).

 

 

5 da manhã. 6 da manhã. Começo a sentir sono e a dor acalma, olho para o relógio do telemóvel e ele vai despertar em 25 minutos. Não vale a pena dormir. Levanto-me e descubro que ainda tenho cólicas, mas ao menos dormi um sono reparador de 3 horas. O vizinho chateia-me a cabeça, e saio a correr para apanhar o autocarro.

 

Entro às nove, saio às duas. Almoço às três e vou a correr para casa porque há inspecção do gás, e para ajudar tive que limpar a cozinha. Ainda tenho dores, e estou com gripe há uma semana. Tentei ir ao médico, mas não consegui porque os médicos saem pontualmente às seis, e às seis menos dez têm tudo arrumado e porque a senhora recepcionista tem uma prima que morreu.

 

Têm razão, queixo-me demais.

 

Mas como disse a cigana na esquina que me quis ler a sina "a menina é muito invejada". Claro que sou.

 

 

 

 

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música: Ironic - Alanis Morisset

20
Out 10
publicado por Andi, às 19:20link do post | comentar | ver comentários (2)

Não vê. Não ouve. Não pensa. Não quer saber. Apenas quer despejar a sua lógica irracional de uma jorrada só, ser considerado a vítima na situação. Ser aplaudido como o mártir e defendido como o bonzinho.

 

É cada vez mais intrigante perceber como as pessoas enganam e se deixam enganar por uma fachada tão superficial e tão instável. Neste caso o intrigável é substituído por um sentimento de ódio e ressentimento, e, em última instância de inutilidade.

 

Puta de vida, como diria Lituma nos Andes.


12
Out 10
publicado por Andi, às 00:39link do post | comentar

Acrescentar o quê?

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música: Ain't Got No...I've Got Life

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