Does it make any sense?! No? So, welcome.
31
Out 07
publicado por Andi, às 20:50link do post | comentar | ver comentários (4)

Hoje apeteceu-me falar do meu filme de eleição, Amélie. Existem filmes que nos ficam marcados na memória, e que mudam a nossa maneira de ver algo, este é um deles, pelo menos para mim.

 

A história chega a roçar o irracional, de táo única e peculiar que é. Gosto dos pormenores, da maneira como as pessoas são vistas, sem maquilhagem, sem preconceitos, sem falsos pressupostos, sem convenções. Aprecio também o modo inimitável com que cada personagem é descrita, os seus gostos, os seus vícios, as suas particularidades.

 

 

Quanto à parte mais técnica do filme gosto bastante dos vários ângulos que aparecen captando as personagens de uma maneira diferente do habitual.

 

Aconselho todos a verem, embora tenha a perfeite consciência que quem não gostar mesmo muito do filme, vai odiá-lo. Afinal, este não éum filme comum de grandes audiências, feito para todos gostarem...

sinto-me: bem

29
Out 07
publicado por Andi, às 18:33link do post | comentar

Existem dias que parecem que até correm bem, mas depois chega a uma parte em que nos apercebemos  de tudo o que está mal e que aceitamos resignadamente e que por via do hábito achamos normal. E a partir daí o dia corre pessimamente mal, no entanto temos consciência daquilo que queremos mudar, a desilusão e insatisfação aguçam os sentidos, aumentam a nossa percepção daquilo que acontece, os pequenos grandes pormenores que fazem toda a diferença.

 

Por outro lado há uma consciênialização daquilo que podemos fazer, mas não temos o poder pa tal. Sonhos. Ilusões. Quimeras. Utopias. Um turbilhão de irrealizáveis perpassa a minha mente no que parece uma hora, mas que acaba por ser um segundo.

 

Essa ilusão em que consiste a liberdade, a minha opinião, que é irrelevante em todos as possíveis e imaginárias situações, a minha vontade, se é que a tenho,se é que ela não é fruto do que me rodeia e manipula constantemente, tudo isso faz-me querer.... O quê? Não sei. Isso não depende de mim.

sinto-me: não sinto

26
Out 07
publicado por Andi, às 19:00link do post | comentar | ver comentários (4)
Não sei porquê, mas não tenho andado minimamente motivada para escrever... Foi-se me a inspiração (?!)...
sinto-me: cansada

22
Out 07
publicado por Andi, às 22:53link do post | comentar | ver comentários (4)

Não, eu não sou daltónica. Apenas apeteceu-me mudar o aspecto do blog, mas já não consigo estar aqui à roda disto, depois arranjo melhor as cores.

Sugestões são bem-vindas. 

tags: ,
sinto-me: farta
música: Polly - Nirvana

publicado por Andi, às 20:16link do post | comentar | ver comentários (4)

Após passar três dias miseráveis encafuada no seu quarto húmido e, por vezes, tenebroso e só saindo para comer qualquer coisa à cozinha sempre completamente sozinha, pois dispensava e até evitava companhia, Fantasia encontrava-se mais angustiada do que nunca. Precisava de sair dali, julgava-se sufocar num desespero claustrofóbico. Detestava estar enclausurada, e eles sabiam-no!! Sentia-se tremendamente injustiçada!

 

A porta escura e pesada do seu quarto foi aberta lentamente, como se estivesse impregnada de uma preguiça tal que não quisesse abrir. Fantasia olhou. Era Arminda. Desviou o olhar.

 

O seu quarto encontrava-se quase vazio à excepção dos seus quadros, colecções e todos os bizarros objectos que encontrava nas suas vagueações. Eram, para ela a única fonte de luz e cor no seu quarto pintado de branco, com uma única janela não muito grande de madeira, mas pintada igualmente de branco. Não dormia ali mais ninguém, ao contrário do que era comum na Instituição, pois todos os seus companheiros de quarto recusavam-se a dormir na mesma divisão que ela. Sentiam-se intimidados com a sua presença, amedrontados, sempre sem saber o que esperar, sem saber qual a sua reacção. Consideravam-na a mais estranha e "atrasada" da Instituição e ela sabia-o, mas esse facto não a alterava minimamente.

 

 

Arminda sentou-se na velha poltrona originalmente preta, mas agora, desgastada pelo tempo adquirira um tom baço de cinzento escuro. Pousou as mãos no colo, aclarou a voz e disse:

"Não precisas ficar mais tempo no quarto, o castigo já passou."

Ao ver Fantasia mostrar um olhar de esperança acrescentou:

"Essa parte do castigo já passou. Decidimos eu, Alberto e, claro, o Sr. Dr. Fernando que não deverás passar mais tempo no quarto. Vais trabalhar. Não trabalhos muito pesados, claro. Mas, por exemplo pequenas tarefas como cuidar do jardim que bem está a precisar e fazer recados, ou ir ao mercado da aldeia, isto está claro com a devida supervisão. Foi do consentimento de todos que isso seria uma medida para te ensinar alguma disciplina e alguns valores que pareces não ter..."

O olhar anterior de esperança desvaneceu-se e deu lugar a um olhar carregado de desconfiança e cautela. Contudo Arminda decidiu ignorá-lo e saiu com tanta cerimónia com quanta havia entrado. Só que, desta vez, Fantasia reparara que a porta fechou-se com mais agilidade, mais depressa do que havia aberto...

 

Sentou-se na poltrona onde havia poucos instantes Arminda havia estado e perguntou-se sobre a continuação do seu castigo... Não seria pior que estar ali fechada, isso ela sabia. Mas que supervisão estaria ela a falar? Teria que trabalhar muito arduamente? Faria isso o dia inteiro?

 

Deixou-se divagar nos seus pensamentos e não tardou a noite, bem como o sono, chegaram, então Fantasia dirigiu-se à sua singela cama e foi dormir ainda pensando no que o amanha lhe reservara.

música: Negras como a noite - Xutos & Pontapés

18
Out 07
publicado por Andi, às 19:01link do post | comentar | ver comentários (8)

Perplexa, Fantasia estancou perante os dois responsáveis, por assim dizer. Arminda, que já conhecia perfeitamente, para seu desagrado, e o seu anjo da guarda, que se lhe revelava, pouco a pouco, uma desilusão. O olhar inquiridor e sem vida de Alberto que a perscrutava à busca de algo de maldoso, um defeito qualquer a denunciasse e que a pudesse vergar e envorgonhar. E, depois, obviamente o facto de Alberto parecer amigo de Arminda fazia com que a rapariga desconfiasse instintivamente dele. Aliás, achava que havia algo de inócuo naquela relação, aparentemente amistável, pois duvidava seriamente que alguém tão amargo como Arminda pudesse ter amigos, pudesse vislumbrar algo mais que não fosse a disciplina e a honra daquela Instituição, com tudo o que isso significava, pois Fantasia não percebia tanta devoção por parte de Arminda.

 

Alberto e Arminda igualmente paralisaram perante Fantasia. Arminda que queria parecer recta e justa perante Alberto aclarou a voz o mais que pôde, e disse a Fantasia :

"Minha menina, vai já directamente para o seu quarto e vai ficar durante duas semanas sem sair da Instituição, nem para aqueles passeios à praia, nem para outra coisa qualquer... E o seu material de pintura vai ficar guardado também, entretanto."

Fantasia continuava imóvel. Parecia não ter percebido o conteúdo da conversa de Arminda, ou então estava espantada tal pela maneira educada como a sua responsável havia lhe falado. Ela voltou a repetir o que havia de dito, contudo, numa forma mais infantil. Nada aconteceu.

"Não ouviste o que a Arminda disse?? Vai para o teu quarto já! Ah, e estás proibida de falar com o Pedro, ou de sequer te aproximares dele. Agora vai, antes que o teu castigo aumente!!"

Alberto ao falar começara a ficar vermelho e a comprimir nervosamente as mãos.

 

Fantasia ainda estava pregada ao chão, só os seus olhos se moviam, e saltitavam entre Arminda e Alberto, completamente perplexos. Por um lado, a gentileza de Arminda, por outro a brusquidão do seu anjo da guarda, e finalmente, o seu castigo... Mas de quê? Não deviam estar a falar do que aconteceu com Pedro...Ela só queria reaver o seu búzio, que lhe fora roubado!! Mas, aparentemente era disso mesmo que estavam a falar.

 

Então num gesto de absoluta convicção abanou a cabeça muitas vezes. Percebendo a teimosia da rapariga e a recusa perante o castigo, instalou-se uma discussão acalorada. Alberto gesticulava muito, e queria que fosse aplicado um castigo severo a Fantasia, não só pela sua agressão, mas também pela sua falta de educação e respeito pelos seus responsáveis. Arminda, por sua vez, tentava amenizar a situação, e confortar Alberto dizendo que o castigo seria irrepreensível, e um exemplo para todos naquela Instituição, e ainda, que Pedro estaria na mais perfeita segurança ali e que Fantasia não o iria incomodar.

 

A conversa decorria, entretanto, Pedro alertado pelo alarido apareceu na sala e viu os três. Fantasia que o fulminou com o olhar e que, finalmente se libertou da falta de movimentos e se dirigiu ao seu quarto pois viu que nada poderia fazer, por enquanto, e num misto de resignada e magoada pelo que o seu anjo da guarda se revelara, arrastou-se pelo corredor e entrou na terceira porta da direita. Ainda foi interpelada por Pedro, mas ele percebeu que não valia a pena dizer nada, e também não queria arriscar-se a ser atacado mais uma vez, e piorar a situação da estranha rapariga, que pelo que ele podia ver já era má o suficiente.

 

Durante meia hora Pedro conversou longamente com Alberto acerca do castigo de Fantasia. Mas não mudou nada. Tudo se manteve, e se ele não parasse com aquela conversa quem seria castigado seria ele.

 

Sentindo-se impotente, Pedro dirigiu-se para o seu quarto, o segundo da direita. No seu pensamento apenas o que o alegrava era o facto de Alberto só ficar mais três dias ali...

sinto-me: nem sei!
música: Rain - Breaking Benjamin

16
Out 07
publicado por Andi, às 18:25link do post | comentar

Bem, escrevo um pouco atrasada, mas escrevo! Supostamente, ontem tinha que escrever um post acerca de um assunto que estivesse relacionado com o ambiente. O objectivo do Blog Action Day é despertar nas pessoas uma consciência daquilo que se passa, e de que há algo que precisa ser feito. Mas o meu computador só ontem é que  veio para casa, de maneira que agora é que deu para escrever isto.

 

Mas passando ao que interessa. Sobre o ambiente... Que dizer acerca dos problemas que têm afectado, as causas, as possíveis consequências, nada agradáveis por sinal...??? É um tema com muitas vertentes e pode ser explorado de muitas formas. Decidi então falar de resíduos, lixo mesmo. É um tema comum, simples ao acesso de todos e que a todos envolve directamente. 

 

Mas, supostamente, vivendo nos Açores, aquelas ilhotas todas verdes e com vacas em todo o lado, deveria-me queixar do lixo?? Pois bem, eu queixo-me! É do conhecimento de todos que se deve reciclar e tudo o mais, eu concordo plenamente. Mas, se não se recicla ao menos que se ponha o que já não é necessário no lixo. Agora, quando eu vou muito descansada e vejo numa vala qualquer ou num espaço mais escondido da estrada, electrodomésticos,  colchões, tudo o que se possa imaginar, amontoado num canto... E, infelizmente, estas situações não são raras.

 

Outro aspecto que me faz confusão são as touradas à corda. Nem falo no aspecto do pobre bicho, porque senão nunca mais saía daqui. Refiro-me ao enorme monte de esterco, porque é mesmo assim que é, que fica nas ruas depois do referido "espectáculo".

 

Isto, durante seis meses... Imaginem... Agora eu não percebo como é que vêm dizer que isto é muito lindo e não sei que mais e que é a natureza em "bruto", digamos assim. Já o foi, agora tenho dúvidas se o continuará a ser.

sinto-me: um pouco irritada

02
Out 07
publicado por Andi, às 19:47link do post | comentar | ver comentários (8)

Completamente encharcado, Pedro chegou a arrastar-se à Instituição. A tiritar, e um pouco arroxeado, pois a água naquela altura do ano ficava bastante fria e desagradável, relembrou o seu encontro,atribulado, diga-se, com Fantasia. Não lhe sabia o nome, tão pouco a história, os gostos, os defeitos, as qualidades, as pequenas manias, os indeléveis tiques que a marcam, entre inúmeras coisas, como única e insubstítuivel. Não sabia por enquanto, mas haveria de saber. A sua curiosiade inata o impelia a isso, a perceber aquela rapariga que apenas por um búzio patético o atacou. Que parecia tão desligada de tudo e de todos.

 

 

Assim apareceu na sala comum, molhado, cansado e pensativo. Arminda e Alberto, que ainda continuavam a falar em surdina, e com um ar cúmplice, todavia não uma cumplicidade expressada verbalmente,que seja pública, era uma espécie de segredo só deles, viram-no entrar em tais condições e atenderam-no imediatamente. Conscientes do que havia acontecido, ambos, Arminda e Alberto se mostraram bastante receosos e apreensivos quanto ao sucedido. Pedro nada lhes contara, dissera apenas que tinha ido passear ao porto, e havia escorregado e caído à água, contudo essa história não convenceu nenhum dos responsáveis.

 

Não lhe tinha ocorrido nada melhor para dizer, mas não podia simplesmente denunciá-la, seria demasiado desonesto da sua parte, pois, no final de contas, tinha sido ele a quebrar as ordens dadas, se bem que na altura desconhecia que haveria uma reacção tão intempestuosa.

 

 

Após confortarem e certificarem que Pedro estava bem, decidiram ir novamente para a sala conversar acerca do sucedido. Alberto encontrava-se mesmo muito zangado. Pois, afinal, era ele que estava responsável por Pedro, perante a lei, era ele o tutor legal dele. E, visto isso, tinha obrigações e deveres. A sua finalidade, como funcionário governamental era garantir a segurança de Pedro e também um bom nível de vida, que ele não tinha com a sua família. Sentia-se extremamente responsável e aquela rapariga atrevida já estava a passar das marcas!

 

-Ela não tem culpa, é assim mesmo, tens que compreender que ela nasceu atrasada, coitadita!

Dizia Arminda, que acima de tudo queria salvaguardar a dignidade e respeito da Instituição, e que interiormente arquitectava uma forma de fazer Fantasia arrepender-se dos seus actos e pelo trabalho que lhe dava.

 

- É indiferente, os responsáveis aqui deviam ser isso mesmo. Deviam olhar pelas pessoas que aqui estão! Não sei se será boa ideia deixar aqui o Pedro. Uma pessoa perfeitamente normal como ele, aliás, um rapaz extremamente educado e inteligente, duvido que a convivência com essa rapariga lhe vá fazer bem. Ainda por cima rapariga! Deviam ter mais controlo sobre ela. Completamente inadmissivel esta situação. E, principalmente, não deviam deixá-la abandonar a Instituição sem a supervisão de ninguém, é, honestamente, um atentado à segurança das pessoas que perto daqui passam ou vivem.

  Volveu por sua vez Alberto, já sentindo uma vaga de calor a corar-lhe a face só de pensar que aquela simples e insignificante rapariga havia desafiado todas as regras e atacado o seu protegido sem razão nenhuma. Aliás, mesmo que houvesse razões para isso, não o poderia fazer. Afinal de contas era uma rapariga, uma mulher!!! Não parava de pensar nisso, incessantemente essa ideia ocupava-lhe a mente, toldava-lhe o raciocínio... Aquilo tudo parecia-lhe muito surreal.

 

- Tenho a certeza que houve uma razão perfeitamente aceitável para o sucedido, mas em qualquer caso, vou falar muito seriamente com Fantasia, tentar fazer ela perceber que o que fez é mesmo muito errado, e se tal for requerido,será castigada.
 

Arminda conseguiu acalmar Alberto com tais palavras, não obstante ele quis certificar-se de que aquela pirralha iria aprender o seu lugar! Apesar de ser um homem extremamente calmo, havia certas situações, irregularidades como esta que o enervavam profundamente.

 

- Certifica-te então disso.

Atalhou o homem.

 

 

Num dos quartos, Pedro pensava numa forma de devolver o búzio e de se desculpar pelotão evidente e, aparentemente, tão grave erro que cometeu ao ir ao quarto dela e tirar algo que não lhe pertencia. Reflectiu, da mesma forma, de um meio que o pudesse aproximar de semelhante ser, de tão singular que lhe apareceu.

 

Num timing quase perfeito, Fantasia apareceu na sala comum  e deparou-se com os olhos inquisitivos de Arminda e dos, cada vez mais, vazios e mortiços olhos de Alberto...

 

sinto-me: melhor é quase impossível...
música: Smells like teen spirit - Nirvana

01
Out 07
publicado por Andi, às 18:37link do post | comentar | ver comentários (4)

Fazendo justiça a este dia, e visto que hoje é o Dia Mundial da Música, vou aqui referir-me a ela mesma.  Uma definição de música pode ser "arte e ciência de combinar harmoniosamente os sons", mas para mim isto não passa de umas palavrinhas ditas para a ocasião.

 

Não me imagino num espaço sem música, tão pouco imagino os meus dias sem música. A música é algo de universal, por mais que hajam diferenças entre o que é ou não cultura, o que é ou não arte, a música é conhecida em todos os lugares.É ao mesmo algo tão vasto e tão pessoal, a tal letra com que nos identificamos, a melodia que nos faz tamborilar os dedos, mesmo que estejamos à beira do sono, a música em si que nos transporta para lugares desconhecidos e não inóspitos, onde podemos fazer o que queremos.

 

A escolha da música depende de inúmeros factores, mas o que, pessoalmente, tem maior peso é a disposição,o estado de espírito. Gosto, atrevo-me a dizer de quase todos os géneros musicais, exceptuando pimba. De entre as incontáveis bandas que gosto e admiro o trabalhohá uma que mesmo não ouvindo com muita frequência, a acho a melhor banda que eu conheço. Aqui fica um vídeo deles, os míticos U2.

 

 

 

 

Estão à vontade para me "espancar", verbalmente claro, e contradizer a minha opinião.

sinto-me: bem
música: Beautiful Day - U2

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