Does it make any sense?! No? So, welcome.
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Mai 10
publicado por Andi, às 23:57link do post | comentar

É um dia normal. O sol torra o que resta dos nossos neurónios, essas células representantes da nossa inteligência, que nesse âmbito se encontram bastante escassas, a relva torna-se amarela, os incautos padecem de uma espécie de demência provocada por insolação, um dia típico de Verão na urbe.  Exceptuando a relva que para além de amarela, é escassa. Perguntava-me sobre a representação das nossas supostas características através de elementos anatómicos e histológicos do nosso corpo, como as emoções se encontrarem no nosso coração, então quando temos um coração dilatado por termos aterosclerose, devido à nossa tão equilibrada dieta em lípidos, que é como quem diz em gorduras, amarelas e viscosas. Já imaginaram? Então esse coração engrandecido, sinal de bondade e carácter que tem a haver com isso mesmo?! Por vezes, apetece-me revolucionar os clichés, inventar outros, parece-me tudo tão absurdo. Mas andamos a divagar. Digo nós porque é mesmo disso que este texto fala, aquilo que me acompanha não pode ser ignorado.

 

Está um dia de calor mais que infernal. Passeio por esses pseudo-jardins, observando os comportamentos que acho estranhos, mas que são considerados típicos, é um cenário típico também. A bela moça passeando num dia maravilhoso e eis que aparece o seu cavaleiro andante num cavalo branco. Típico. Mas tudo o que parece acontecer é atípico, ou sem qualquer designação, tenho-me alheado tanto que nem sei o que é mais típico, nem consigo saber já qual o meu passado, nem o que se está a passar, mas já te esqueço, desculpa, o que nos está a acontecer, o que fazemos?

 

Por agora não interessa, interessa sim dizer que não me esperava nenhum cavaleiro andante obviamente, eles estão reservados às meninas que  não têm coragem suficiente para saber o que é sair do seu castelo, para sair da sua janela onde esperam que um qualquer moçoilo também lhes trepe as tranças, até a uma escapadela na sua cama de dossel, onde uma escapadela se torna uma eternidade, e aí permanecem. Esperava-me nada também obviamente, nunca nada está reservado para nós, temos que ir roubando pedacinhos quando conseguimos. Mas seguiu-nos tu. Conseguíamos ver-te pelo canto do olho , escondias-te e tal como criança traquina aparecias novamente. Tu, que não tens forma, nem designação, seguiste-nos até casa, e aposto, quando sair novamente de casa, me seguirás novamente. Bem-vinda sombra a este dia de calor nada agradável.

 

 

 

 

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