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  <title>Irracional</title>
  <subtitle>Does it make any sense?! No? So, welcome. </subtitle>
  <author>
    <name>Andi</name>
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  <updated>2011-11-05T11:09:34Z</updated>
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    <issued>2011-11-05T11:09:05</issued>
    <title>Um miminho calha sempre bem</title>
    <published>2011-11-05T11:09:34Z</published>
    <updated>2011-11-05T11:09:34Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a href="http://bodyshopmania.blogspot.com/2011/11/sorteio-cabaz-de-natal.html"&gt;http://bodyshopmania.blogspot.com/2011/1&lt;wbr /&gt;1/sorteio-cabaz-de-natal.html&lt;/a&gt; - Passatempo para um cabaz de Natal muito giro =)&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-04-08T22:29:15</issued>
    <title>Mar</title>
    <published>2011-04-08T21:29:55Z</published>
    <updated>2011-04-08T21:29:55Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: left;"&gt;O tempo está bom, muito bom para esta altura do ano. A Primavera muda as pessoas, eu consigo ver isso, ficam mais bem dispostas, há uma tolerância que renasce. Enfim, hoje fui ao mar dar um mergulho. O primeiro deste ano. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tenho saudades do mar. Ridiculamente cliché. Ridiculamente verdade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nadem em cada oportunidade que tiverem. O mar por vezes falta-nos. E a falta que ele nos faz!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;object width="450" height="361"&gt;&lt;param name="movie" value="http://backend.deviantart.com/embed/view.swf" /&gt;&lt;param name="flashvars" value="id=67532762&amp;amp;width=1337" /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always" /&gt;&lt;embed width="450" height="361" type="application/x-shockwave-flash" src="http://backend.deviantart.com/embed/view.swf" flashvars="id=67532762&amp;amp;width=1337" allowscriptaccess="always" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.deviantart.com/deviation/67532762/"&gt;Sea&lt;/a&gt; by ~&lt;a class="u" href="http://unclesim.deviantart.com/"&gt;unclesim&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://www.deviantart.com"&gt;deviant&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.deviantart.com"&gt;ART&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-02-16T22:24:16</issued>
    <title>Mad, Mad, Mad!</title>
    <published>2011-02-16T23:06:57Z</published>
    <updated>2011-02-16T23:08:43Z</updated>
    <category term="opiniao"/>
    <category term="séries"/>
    <category term="televisão"/>
    <category term="anos 60"/>
    <category term="história"/>
    <category term="mad men"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Dizem que sou maluquinha por séries. E por algumas, sou, admito-o. A minha última obsessão, depois de &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0898266/"&gt;The Big Bang Theory&lt;/a&gt;, &lt;/em&gt;que é uma série ligeira, de comédia sobre um grupo de nerds, socialmente estranhos que vivem num mundo paralelo onde A Guerra das Estrelas é uma espécie de religião, se tal fosse possível, uma existência divina sob um ponto de vista físico; como dizia, a minha última obsessão é &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0804503/"&gt;Mad Men&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando comecei a ver, nas férias do Natal a série não me despertou muita atenção, a personagem principal, o Don irritava-me um pouco, e como eram episódios de 45 minutos e o seu género era drama, todos estes factores levaram a um ligeiro desapego à série.  Contudo, à medida que ia vendo fui gostando mais, tanto que já vou quase no final da quarta temporada, a última que saiu. Compreendo que não é uma série para toda a gente, ou que todos apreciem ver. Requer atenção e continuidade. Por vezes em alguns diálogos informações são disparadas de rajada de tal maneira que preciso parar a série e pensar no que foi dito, no que já aconteceu e que implicações isso poderá trazer. Outro aspecto que me cativa é o facto de a série não ser óbvia, não há nada que me desanime mais do que eu adivinhar o que vai acontecer a seguir ou o final.  No entanto, a série é filmada de modo a obter cenas tão subtis, que provocam um sentimento de desconfiança no espectador que o torna curioso para ver o que se vai passar a seguir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px none initial;" src="http://manzine.org/wp-content/uploads/MadMen-550.jpg" alt="" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para quem não sabe, a série passa-se nos anos 60, e a acção centra-se num director criativo de uma agência de publicidade, Don Draper e todos os enredos que a ele estão ligados. Não sou perita em História nem nada do género, mas os cenários que usam, com tantos pormenores como os produtos de cozinha, o mobiliário, os electrodomésticos, etc. Para além do cenário em si, o guarda-roupa é espectacular, especialmente o feminino, as personagens Betty e a Joan estão sempre assombrosas, e é mesmo retratado na série o cuidado que têm ao cuidar da sua imagem. No que toca ao modo de viver, percebe-se bem que esta é uma época em que os americanos vivem "the american dream", quando há algum transtorno nesse aspecto ficam todos chocados, porque afinal de contas, vivem na América, um sítio civilizado. É curioso também verificar alguns costumes como fumar e beber a toda a hora, incluindo as mulheres, incluindo as grávidas, incluindo os médicos no mesmo consultório que as grávidas... Acho que em 70% das cenas Don Draper está fumando, bebendo ou fazendo sexo, ou uma combinação destas três.  Já foi dito que fumam cigarros orgânicos e sem nicotina, acho bem, pela saúde deles. Para além de que o whisky deve ser sumo de maçã.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há muitos aspectos históricos muito bem inseridos na série, vê-se como afectam as personagens e as suas vidas, é uma outra visão da História. Por exemplo, não fazia ideia que o assassinato de JFK tinha escandalizado tanto a América, enfim são ignorâncias que Mad Men tem vindo a eliminar. Há, também, muitos aspectos sociais abordados, como os direitos dos negros, das mulheres, o aborto, o Vietname, os gays e a sua repressão, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As personagens femininas, pelo menos as principais, Betts, Joan e Peggy (da esquerda para a direita) prendem a minha atenção durante a série. Consigo ver as suas lutas, o sofrimento, o machismo que têm de lidar, mas também a sua tentativa de libertação, a sua irreverência , a sua garra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px none initial;" src="http://manzine.org/wp-content/uploads/mad-men-women.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Penso que esta série é uma série que corre riscos, há reviravoltas, em que parte do elenco é dispensado, e depois volta a juntar-se depois, mudanças radicais na história... Não é uma série que se acomoda, como outras que a história principal é sempre a mesma, apenas os detalhes vão mudando. Também por isso, por essas mudanças, senti muitos sentimentos contraditórios sobre as personagens. Não há bons nem maus, heróis nem vilões. Apenas há esta série completamente viciante e arrebatadora que nos leva a um mundo de "mad mens" de há cinquenta anos atrás.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-01-26T21:44:02</issued>
    <title>Barreiras linguísticas</title>
    <published>2011-01-26T21:56:47Z</published>
    <updated>2011-01-26T21:57:26Z</updated>
    <category term="fabrica de letras"/>
    <category term="devaneios"/>
    <category term="preconceitos"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;O tema: Preconceitos. Quando vi o tema pensei em muitas situações, muitas injustiças nas quais eu senti esse terrível sentimento, ou pessoas próximas de mim o sentiram. Analisando bem, sinto que sou sempre "vítima" desse tipo de ideias, as pessoas esperam sempre coisas diferentes das quais eu proponho para mim mesma. Mas vivo bem assim, se calhar vivo melhor do que viveria se soubessem o meu verdadeiro conceito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adiante, fui ver a definição da palavra, para não cair no erro de ter um preconceito quanto a ela. E deparei-me com a definição:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Opinião desfavorável que não é baseada em dados &lt;span class="aAO" title="Duplo clique para ver definição"&gt;objectivos"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="aAO" title="Duplo clique para ver definição"&gt;Retirada &lt;a href="http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=preconceito"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="aAO" title="Duplo clique para ver definição"&gt;O problema, para além do óbvio - de os preconceitos darem origem às maiores injustiças possíveis, é que por vezes os preconceitos tornam-se verdadeiros nalgumas pessoas. E mais uma vez, a tão brilhante racionalidade humana faz-nos generalizar, o que acaba por levar a mais preconceitos. É um ciclo vicioso. Uma bola de neve prestes a tornar-se numa avalanche descomunal. Detesto bolas de neve. Não há como fugir delas, a única coisa a fazer é encarar, tentando não nos borrarmos de medo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="aAO" title="Duplo clique para ver definição"&gt;Preconceitos. Conheço o termo. Acho que quase todos conhecemos. Conhecemos e praticamos. &lt;em&gt;Mea culpa&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="aAO" title="Duplo clique para ver definição"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://fabricadeletrasepalavras.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i451.photobucket.com/albums/qq231/Lempika_album/fbrica.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-01-16T23:43:56</issued>
    <title>irracional @ 2011-01-16T23:43:56</title>
    <published>2011-01-16T23:58:47Z</published>
    <updated>2011-01-16T23:58:47Z</updated>
    <category term="pessoal"/>
    <category term="irracional"/>
    <category term="vida"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Abro a página e aparece um aviso a perguntar-me se quero recuperar um rascunho que fiz, mas não publiquei. Digo que não. Quero um recomeço. Há tantas coisas que me arrependo de não ter feito, essencialmente de não ter feito, de não ter arriscado. Quem diz que nunca se arrepende de nada é dos maiores mentirosos que pode existir. Essencialmente porque sabem que isso não é verdade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cliché, não é? Infeliz ou felizmente é verdade, não estou com discernimento para poder decidir, a maior parte dos clichés é verdade. E o maior problema é que por ser cliché não nos lembramos deles. A questão de como tudo é efémero, incluindo a vida, e que por causa disso, podemos dar prioridades a certas coisas não passa de conversa de café ou de conversa de talkshow patético. Pergunto-me quantos de nós tentam ou tentarão fazer aquilo que realmente querem, que lhes surge no ímpeto da sua personalidade?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os medos, as fobias, as pressões, as sociedades, a pseudo-racionalidade são como muros sólidos e imbatíveis ao que queremos. Contudo, muros já foram derrubados, barreiras esbatidas... Engraçado como as questões se nos deparam diferentes conforme pensamos numa perspectiva mundana ou universal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estou com crises existenciais de adolescente... Podem dizer, e é verdade, afirmo-o. Mas nem vamos entrar por aí, a vida não tem idade, os sentimentos, ou pensamentos são só restringidos quando tiveres 30? E quando tiveres 20 só podes fazer asneiras, e com 70 o melhor é deitares numa cama até ao fim dos teus dias esperando que a doce Morte te arrebate dessa apatia!? Que se lixem as convenções e esses impedimentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Today is the greatest day of your life".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;
&lt;object width="480" height="385"&gt;
&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;
&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;
&lt;param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jDYTBoJkQSY?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" /&gt;
&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;embed height="385" width="480" src="http://www.youtube.com/v/jDYTBoJkQSY?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash"&gt; &lt;/embed&gt;
&lt;/object&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-12-12T18:32:30</issued>
    <title>Brainstorm</title>
    <published>2010-12-12T18:35:55Z</published>
    <updated>2010-12-12T18:35:55Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Nunca vos aconteceu pensarem em coisas disparatadas e as ideias surgirem assim do nada? A mim acontece-me nas ocasiões mais (in)oportunas... Ainda hoje numa festa de Natal pensava em grandes escritores, grandes senhores e senhoras da Literatura, que, por acaso, ultimamente nem tenho tido o prazer de ler, acho que estou com azar a escolher os meus livros, e no facto de serem tão subtis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As suas mensagens, a sua perspectiva só pode ser apreciada por quem tem a sensibilidade ou visão suficiente para o perceber. De outro modo apenas o achará louco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não é escrever loucuras, isso todos conseguem, mas subtileza só pertence às mãos de alguns.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-10-26T22:04:50</issued>
    <title>O cheiro que não existe </title>
    <published>2010-10-26T21:31:24Z</published>
    <updated>2010-10-26T21:31:24Z</updated>
    <category term="chuva"/>
    <category term="devaneio"/>
    <category term="cheiro"/>
    <category term="fábrica de letras"/>
    <content type="html">&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/4EFzEyS2zF29CW3k4kQ3"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px none initial;" src="http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/b4505115c/7425246_fczVd.jpeg" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num local tão enigmático e inconstante como os Açores, a minha terra, onde o tempo caprichoso gosta de nos presentear com chuvadas intensas e rápidas ou chatear-nos com chuva miudinha durante horas, que parecem intermináveis, a chuva é desejada por muitas e detestada por outros. Não consigo descrever com exactidão todas essas imagens e ideias que me passam pela cabeça, acho que a nostalgia e a saudade toldam-me a escrita, pelo menos hoje, acho que outras vezes aguça-a. Ou será apenas impressão minha?!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pesquisei nas minhas fotos mais antigas e encontrei esta que foi tirada num dia após ter chovido e achei curiosa a cor do céu. Parece estar em chamas, contrasta bastante com a chuva, que anteriormente preenchia o nosso espaço.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando vi o tema deste mês de Outubro da Fábrica de Letras pensei instantaneamente, que cheiro tem a chuva?! Lembrava-me de outros cheiros muito característicos, a erva cortada, cheiro de uma mata, de maresia, de cozinhados, de roupa lavada,... Mas e a chuva?! Gosto de apanhar chuva e depois poder trocar de roupa para outra quente e sentir esse conforto. Sim, a Irracional aqui às vezes é uma romântica do mais cliché que pode existir, outras vezes é uma "besta analítica". O que quero dizer é que quando penso em chuva não me ocorre o seu cheiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pensei nisso durante algum tempo, pois já sabia qual o tema há uns dias atrás. Mas só hoje decidi escrever, porque agora se me revelou a resposta. A chuva não tem cheiro, contudo depois de chover fica algo de indecifrável no ar. E a resposta é bastante simples, na minha opinião, a chuva lava as coisas, tudo aquilo em que toca. Desaparece o cheiro da poluição, de suor, de excrementos, de Humanidade. As coisas reganham o seu cheiro. A chuva devolve a autenticidade. Passageiro é o efeito, obviamente, mas ainda lhe dá mais valor, pela sua efemeridade. Acho que consegui arrecadar mais uma razão para se gostar de chover.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://fabricadeletrasepalavras.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://i451.photobucket.com/albums/qq231/Lempika_album/fbrica.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-10-22T21:02:36</issued>
    <title>irracional @ 2010-10-22T21:02:36</title>
    <published>2010-10-22T20:11:52Z</published>
    <updated>2010-10-22T20:11:52Z</updated>
    <category term="diaries"/>
    <category term="stuff"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span&gt;Noite atribulada de cólicas, entrecortada por idas longas à casa de banho e animada pelas batidas no tecto pelo vizinho que se opõe totalmente a utilizarmos a casa de banho à noite porque diz que ouve muito o autoclismo (&lt;span&gt;true&lt;/span&gt; &lt;span&gt;story&lt;/span&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;5 da manhã. 6 da manhã. Começo a sentir sono e a dor acalma, olho para o relógio do telemóvel e ele vai despertar em 25 minutos. Não vale a pena dormir. Levanto-me e descubro que ainda tenho cólicas, mas ao menos dormi um sono reparador de 3 horas. O vizinho chateia-me a cabeça, e saio a correr para apanhar o autocarro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entro às nove, saio às duas. Almoço às três e vou a correr para casa porque há inspecção do gás, e para ajudar tive que limpar a cozinha. Ainda tenho dores, e estou com gripe há uma semana. Tentei ir ao médico, mas não consegui porque os médicos saem pontualmente às seis, e às seis menos dez têm tudo arrumado e porque a senhora recepcionista tem uma prima que morreu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Têm razão, queixo-me demais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas como disse a cigana na esquina que me quis ler a sina "a menina é muito invejada". Claro que sou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;
&lt;object width="425" height="344"&gt;
&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;
&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;
&lt;param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Jne9t8sHpUc&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;" /&gt;
&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;embed height="344" width="425" src="http://www.youtube.com/v/Jne9t8sHpUc&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" type="application/x-shockwave-flash"&gt; &lt;/embed&gt;
&lt;/object&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-10-20T19:20:05</issued>
    <title>irracional @ 2010-10-20T19:20:05</title>
    <published>2010-10-20T18:24:03Z</published>
    <updated>2010-10-20T18:24:39Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Não vê. Não ouve. Não pensa. Não quer saber. Apenas quer despejar a sua lógica irracional de uma jorrada só, ser considerado a vítima na situação. Ser aplaudido como o mártir e defendido como o bonzinho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É cada vez mais intrigante perceber como as pessoas enganam e se deixam enganar por uma fachada tão superficial e tão instável. Neste caso o intrigável é substituído por um sentimento de ódio e ressentimento, e, em última instância de inutilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Puta de vida, como diria Lituma nos Andes.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-10-12T00:39:55</issued>
    <title>I've got...</title>
    <published>2010-10-11T23:41:37Z</published>
    <updated>2010-10-11T23:41:37Z</updated>
    <category term="musica"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;
&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;Acrescentar o quê?&lt;/div&gt;
&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-10-08T18:16:00</issued>
    <title>Blog Action Day....</title>
    <published>2010-10-08T17:17:04Z</published>
    <updated>2010-10-08T17:17:04Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;
&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: left;"&gt;... dia 15 de Outubro.&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/2942875?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="456" height="399" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/2942875"&gt;charity: water promo featuring "Time Bomb" by Beck&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/charitywater"&gt;charity: water&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-10-08T17:22:11</issued>
    <title>Nobel</title>
    <published>2010-10-08T16:34:11Z</published>
    <updated>2010-10-08T16:34:11Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Coincidência ou  não o &lt;a href="http://ipsilon.publico.pt/livros/texto.aspx?id=266900"&gt;Nobel da Literatura de 2010&lt;/a&gt; já paira na minha mesinha de cabeceira há uma semana. Ando a ler Lituma nos Andes de Mario Vargas Llosa, escritor peruano do qual já tinha ouvido falar e que escolhi, entre várias razões, pela sua nacionalidade. Há algo nos escritores latinos que me fascina. Escritores e escritoras, não venham cá dizer que é a tal questão do "macho latino".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda vou numa fase inicial do livro mas quando o acabar divulgarei a minha opinião.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Só sei que se tiver a mesma pontaria ganho o Euromilhões esta semana.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-10-06T19:04:59</issued>
    <title>irracional @ 2010-10-06T19:04:59</title>
    <published>2010-10-06T18:33:22Z</published>
    <updated>2010-10-06T18:33:22Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Já devem estar fartos de me ouvir reclamar acerca da carta, e para não ser inesperado vou-me queixar um pouco mais. Ora bem, dados os posts anteriores não preciso dizer muito para perceberem a asneira que é faltar uma aula de condução... A meu favor posso dizer que me enganei a escrever a hora na agenda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro pormenor bastante interessante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estava eu na fila da caixa do supermercado, não interessa para o caso qual, naqueles momentos mortos, em que tão argutamente somos tentados a levar para casa objectos que não nos fazem falta nenhuma, quando reparei que a senhora que estava numa outra caixa, virada de costas para mim, tinha um papel colado naquela parte que abre quando ela quer pôr dinheiro na caixa. Então que dizia o papel? Era um esquema de como ela deveria processar o seu trabalho:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Atendimento: Olhar para o cliente, saudar, sorrir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Compras: Perguntar se quer saco. Sim -&amp;gt; Pegar num saco e ensacar as compras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Despedida: Olhar. Saudar. Obrigado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Claro que este esquema estava cheio de setinhas e caixinhas, daquelas cenas que estão lá só para dar um efeito bonito. Eis o que realmente acontece:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Caixa:Sac?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cliente: Sim. (É posto um saco em cima da bancada)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Olhar distante da senhora para o vazio. O cliente tenta pôr as compras no saco ao mesmo ritmo que elas lhe são dadas. Obviamente impossível, paga, acaba de encher o saco e ainda com o olhar distante a senhora diz brigado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ridículo aqui é o esquema. Percebo perfeitamente os caixas que têm um trabalho um tanto monótono e que têm de lidar por vezes com pessoas menos delicadas. Mas enfim, o que conta é que as regras estejam lá, esteja para ser visto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ver bastará?&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-10-04T20:22:10</issued>
    <title>Down and... downer </title>
    <published>2010-10-04T19:24:20Z</published>
    <updated>2010-10-04T19:24:20Z</updated>
    <category term="curtas"/>
    <category term="condução"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Devia considerar em arranjar um motorista pessoal, estou a ver que condução não é para mim...&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-10-01T20:10:47</issued>
    <title>Curtas</title>
    <published>2010-10-01T19:16:50Z</published>
    <updated>2010-10-01T19:16:50Z</updated>
    <category term="curtas"/>
    <category term="video"/>
    <category term="dia mundial da música"/>
    <category term="condução"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;1. Depois de algumas aulas de condução tive a pior de todas hoje. Acho que conduzir não é para mim. Aliás, levar com apitadelas quando deixamos o carro ir abaixo bem que apetece mandar tudo ao caralho. Um aparte - pessoas de Lisboa e de todo o mundo: NÃO se atirem para o meio do caminho como lunáticos!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. Dia Mundial da Música - Fica aqui um vídeo de uma música bastante viciante (se não é devia ser).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. Não irrita quando toda a gente pretende ser feliz, com conversas lamechas, seguindo a grande e entediante monografia de uma vida perfeita?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;
&lt;object width="640" height="385"&gt;
&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;
&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;
&lt;param name="src" value="http://www.youtube.com/v/gGdGFtwCNBE?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" /&gt;
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&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-09-20T18:34:12</issued>
    <title>A gravidade não existe...</title>
    <published>2010-09-20T17:48:25Z</published>
    <updated>2010-09-20T17:48:25Z</updated>
    <category term="devaneios"/>
    <category term="gravidade"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Desafiando todas as leis da Física e da Racionalidade, a Gravidade fez-nos o favor de desaparecer. Não existe, simplesmente. Podemos finalmente levantar os nossos pés da terra fria que nos puxava anteriormente. Pés, olhos, pensamento. Foi-nos dada a opção de escolhermos onde queremos ir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sento-me agora nas nuvens fofas e brancas. São mais húmidas do que pensaria, o sol aqui tão perto, a visão do minúsculo espaço que antes me pertencia, que feio me parece agora. Saltito de nuvem em nuvem, com sorte passará vento e me levará a outros lugares, para ver outras terras, minúsculas também. Passo por uma zona de nevoeiro e a nuvem se aproxima do antigo centro gravitacional, estou no cume das árvores, penduro-me no seu topo e observo. Aproveito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora apetece-me ir ao fundo do mar. Saber o que lá existe. Decerto encontrarei coisas fascinantes. O problema é que já não existe mais água. Caiu. Só ficou o que estava preso no chão. Desesperadamente preso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não se consegue atingir a plenitude. Pois não?
&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;
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&lt;param name="flashvars" value="id=163700190&amp;amp;width=1337" /&gt;
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&lt;param name="src" value="http://backend.deviantart.com/embed/view.swf" /&gt;&lt;embed height="610" width="450" src="http://backend.deviantart.com/embed/view.swf" allowscriptaccess="always" flashvars="id=163700190&amp;amp;width=1337" type="application/x-shockwave-flash"&gt; &lt;/embed&gt;
&lt;/object&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.deviantart.com/deviation/163700190/"&gt;Gravity&lt;/a&gt; by ~&lt;a class="u" href="http://leani.deviantart.com/"&gt;leani&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://www.deviantart.com"&gt;deviant&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.deviantart.com"&gt;ART&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-09-17T20:25:28</issued>
    <title>Não é só teoria...</title>
    <published>2010-09-17T19:26:37Z</published>
    <updated>2010-09-17T19:26:37Z</updated>
    <category term="curso"/>
    <category term="teóricas"/>
    <category term="frases soltas"/>
    <category term="universidade"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Hoje numa aula teórica um professor meu disse:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Nada é inócuo. É apenas uma questão de dose."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tem razão. Não só na Farmácia Galénica.&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:irracional:59620</id>
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    <issued>2010-09-16T18:07:25</issued>
    <title>Devaneios#2</title>
    <published>2010-09-16T17:08:19Z</published>
    <updated>2010-09-16T17:08:19Z</updated>
    <category term="açores"/>
    <category term="cidade"/>
    <category term="lisboa"/>
    <category term="perspectiva"/>
    <category term="devaneio"/>
    <category term="sujidade"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Encontrar um tema para escrever todos os dias é difícil. A dificuldade começa logo quando abrimos aqui a página e nos deparamos com um Título. Já repararam muitas vezes que eu tenho tendência em fazer títulos em série e vou colocando 1,2,3, 4 etc... Claro que muitas vezes me perco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Geralmente escolho-o no fim. E hoje também o farei. Às vezes é mais fácil, vamos escrevendo o que nos apetece no momento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje estou a limpar as paredes do meu quarto em Lisboa. Acho que é um pouco óbvio que às vezes me sinto um extraterrestre nesta terra, mas também, acho que não é exagerado, o meu modo de estar na vida é bastante diferente do que eu vejo as pessoas terem aqui. Talvez seja da educação, talvez do lugar, talvez da aleatorieadade. Não interessa, a diferença existe, e ainda bem. Como estava a dizer, aproveitei que ainda não comecei as aulas para fazer uma limpeza que há muito tinha planeado. É incrível como as pessoas viviam aqui, com as paredes neste estado, eu consigo ver marcas de sujidade em forma de mão na parede. Como diria num livro que li recentemente - O deus das pequenas coisas -  um buraco em forma de mão suja no Universo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E as paredes eram o menos nesta casa. Mas não vou entrar em pormenores sequer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu podia ter a mania da limpeza como é natural no seio da minha família tão tradicional. Mania não é bem o termo, diria mais obsessão. Mas não tenho. Contudo gosto de estar num ambiente limpo, arrumado é uma coisa, limpo é outro. E é isso que eu não percebo. As pessoas muitas vezes vivem na sujidade. Não falo só nas suas casas, apartamentos, mas na rua igualmente. Já me disseram que Lisboa, comparada com outras cidades europeias é limpa. Deveria mesmo visitar esses locais porque vejo-a sempre com uma película inexpugnável de sujidade. Nas pessoas principalmente. Não digo que não gosto de ninguém de Lisboa. A questão é que elas só se deixam gostar se as conheceres verdadeiramente. Agora como se faz isso, não faço ideia. Tem que haver um ponto em comum muito forte. Acho eu. Ou não.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Será assim tão difícil ser amável ou prestável de vez em quando? Será que sorrir provoca dores excruciantes?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tomem todos uma aspirina por dia, se faz favor. Conselho de (futura, espero) farmacêutica.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-09-15T14:58:13</issued>
    <title>Fénix</title>
    <published>2010-09-15T13:59:25Z</published>
    <updated>2010-09-15T13:59:25Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Será este o momento em que este blog vai renascer das cinzas?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não sei responder a isso, mas sei que se não for agora, estará condenado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mantenham-no nas vossas orações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu voltarei amanhã.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Talvez.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-07-28T22:13:24</issued>
    <title>Quickie</title>
    <published>2010-07-28T21:15:50Z</published>
    <updated>2010-07-28T21:15:50Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Dilema com que me deparo à noite: devo dormir toda tapada com o lençol desde os pés à cabeça e morrer abafada ou devo deixar simplesmente os mosquitos comerem-me viva?!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;São eles que me andam a roubar o que quer que seja que me falte para escrever.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-07-13T22:30:00</issued>
    <title>Melhor descoberta do dia</title>
    <published>2010-07-13T21:31:07Z</published>
    <updated>2010-07-13T21:31:07Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;
&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;
&lt;object width="480" height="385"&gt;
&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-07-11T18:03:31</issued>
    <title>Casulo</title>
    <published>2010-07-11T17:07:40Z</published>
    <updated>2010-07-11T17:07:40Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Quente e confortável. Protector acima de tudo. Era tão bom viver num de vez em quando. Não para acordar em borboleta, apenas para refúgio, essa metamorfose nunca se sucederá. Só se for num caminho inverso. Não sei o que digo, nem me apetece dizer nada. I'm a mess.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;div class="saportecontainer" style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;
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&lt;param name="flashvars" value="id=153072029&amp;amp;width=1337" /&gt;
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&lt;/object&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.deviantart.com/deviation/153072029/"&gt;Cocoon&lt;/a&gt; by *&lt;a class="u" href="http://keiiii.deviantart.com/"&gt;keiiii&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://www.deviantart.com"&gt;deviant&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.deviantart.com"&gt;ART&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img id="myFxSearchImg" src="data:image/png;base64,iVBORw0KGgoAAAANSUhEUgAAABgAAAAYCAYAAADgdz34AAADsElEQVR4nK2VTW9VVRSGn33OPgWpYLARbKWhQlCHTogoSkjEkQwclEQcNJEwlfgD/AM6NBo1xjhx5LyJ0cYEDHGkJqhtBGKUpm3SFii3vb2956wPB/t+9raEgSs52fuus89613rftdcNH8/c9q9++oe/Vzb5P+3McyNcfm2CcPj9af9w6gwjTwzvethx3Bx3x8xwd1wNM8dMcTNUHTfFLPnX6nVmZpeIYwf3cWD/PhbrvlPkblAzVFurKS6GmmGqqComaS+qmBoTI0Ncu3mXuGvWnrJ+ZSxweDgnkHf8ndVTdbiT3M7cQp2Z31dRTecHAfqydp4ejhwazh6Zezfnu98E1WIQwB3crEuJ2Y45PBTAQUVR9X4At66AppoEVO1Q8sgAOKJJjw6Am6OquDmvHskZ3R87gW+vlHz98zpmiqphkkRVbQtsfPTOC30lJKFbFTgp83bWh7Zx/uX1B6w3hI3NkkZTqEpBRDBRzG2AQHcwcYwEkOGkTERREbLQ/8HxJwuW7zdYrzfZ2iopy4qqEspKaDYravVm33k1R91Q69FA1VBRzFIVvXbx5AgXT44A8MWP81yfu0utIR2aVK3vfCnGrcUNxp8a7gKYKiLCvY2SUvo/aNtnM3e49ucK9S3p0aDdaT0UAVsKi2tVi6IWwNL9JvdqTdihaz79/l+u/rHMxmaJVMLkS2OoKKLWacdeE3IsSxctc2D5Qcl6vUlVVgNt+fkPPcFFmTw1xruvT7SCd7nuVhDQvECzJH90h0azRKoKFRkAmP5lKTWAGRdefoZL554FQNUxB92WvYeA5UN4PtSqwB2phKqsqMpBgAunRhFR3j49zuU3jnX8k6fHEQKXzh1jbmGDuYU6s4t1rt6socUeLLZHhYO2AHSHmzt19ihTZ48O8Hzl/AmunD/BjTvrvPfNX3hWsNpwJCvwYm+ngug4UilSCSq6k8YPtxDwfA+WRawIWFbgscDiULcCEaWqBFOlrLazurupOSHLqGnEKJAY8TwBEHumqUirAjNm52vEPPRV4p01XXMPAQhUBjcWm9QZwijwokgAeYHlHYA06KR1cT6ZvoV56pDUJQEjw0KeaMgj1hPEY4vz2A4eW0/e1qA7KtQdsxTYAG0H3iG4xyK1Y+xm7XmEPOJZDiENzLi2WZHngeOjj2Pe+sMg4GRYyLAsx7ME4FnsyTD9pr0PEc8zPGRAwKXBkYOPEd96cZRvf11g9MDe7e3R4Z4Q+vyEnn3P4t0XzK/W+ODN5/kPfRLewAJVEQ0AAAAASUVORK5CYII%3D" alt="" width="24" height="24" /&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-07-08T22:37:21</issued>
    <title>Ideiais, não fujam!</title>
    <published>2010-07-08T21:45:36Z</published>
    <updated>2010-07-08T21:45:36Z</updated>
    <category term="devaneios"/>
    <category term="irracional"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Aparentemente a minha melhor escrita surge sempre em momentos inesperados, em que me vem uma ideia à cabeça, e instâneamente me sento com o computador à frente e ela vai fluindo com naturalidade, há um encadeamento de palavras que me parecem lógicas. Outras vezes, tenho esse ímpeto e não escrevo imediatamente, depois quando tento reproduzir, não sai nada do que eu imaginara! Será que existe assim uma fonte de criatividade ou de ideias, e a minha está prestes a secar? Ou então sou eu que não sei como extrair nada dela!?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enfim, outro aspecto que já me apercebi também, que a melhor escrita é sempre acompanhada por algum grau de dor, de sofrimento. Terapêutico ou não, não consigo descrever uma relação de causalidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na verdade o que me tem atormentado ultimamente são as minhas decisões. Com que base é que as tomo, se serão correctas? Ponho e retiro factores, tal qual equação matemática, mas ao contrário desta não tenho uma solução certa no final, não consigo encontrar uma regra. Era tudo muito mais fácil se houvesse método em tudo, se a vida fosse uma Química Orgânica... (exame de amanhã!) Contudo, não haveria criatividade, não existiria escrita, seria muito mais triste. Fácil, mas triste. Não digo que as coisas não sejam tristes com toda esta irracionalidade. mas esta é uma tristeza oscilante, que, por vezes, se transfigura e nos parece melhor, nos parece suportável. Venha o caos e a irracionalidade. Mas que amanhã na minha cabeça reine a lógica orgânica!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img id="myFxSearchImg" src="data:image/png;base64,iVBORw0KGgoAAAANSUhEUgAAABgAAAAYCAYAAADgdz34AAADsElEQVR4nK2VTW9VVRSGn33OPgWpYLARbKWhQlCHTogoSkjEkQwclEQcNJEwlfgD/AM6NBo1xjhx5LyJ0cYEDHGkJqhtBGKUpm3SFii3vb2956wPB/t+9raEgSs52fuus89613rftdcNH8/c9q9++oe/Vzb5P+3McyNcfm2CcPj9af9w6gwjTwzvethx3Bx3x8xwd1wNM8dMcTNUHTfFLPnX6nVmZpeIYwf3cWD/PhbrvlPkblAzVFurKS6GmmGqqComaS+qmBoTI0Ncu3mXuGvWnrJ+ZSxweDgnkHf8ndVTdbiT3M7cQp2Z31dRTecHAfqydp4ejhwazh6Zezfnu98E1WIQwB3crEuJ2Y45PBTAQUVR9X4At66AppoEVO1Q8sgAOKJJjw6Am6OquDmvHskZ3R87gW+vlHz98zpmiqphkkRVbQtsfPTOC30lJKFbFTgp83bWh7Zx/uX1B6w3hI3NkkZTqEpBRDBRzG2AQHcwcYwEkOGkTERREbLQ/8HxJwuW7zdYrzfZ2iopy4qqEspKaDYravVm33k1R91Q69FA1VBRzFIVvXbx5AgXT44A8MWP81yfu0utIR2aVK3vfCnGrcUNxp8a7gKYKiLCvY2SUvo/aNtnM3e49ucK9S3p0aDdaT0UAVsKi2tVi6IWwNL9JvdqTdihaz79/l+u/rHMxmaJVMLkS2OoKKLWacdeE3IsSxctc2D5Qcl6vUlVVgNt+fkPPcFFmTw1xruvT7SCd7nuVhDQvECzJH90h0azRKoKFRkAmP5lKTWAGRdefoZL554FQNUxB92WvYeA5UN4PtSqwB2phKqsqMpBgAunRhFR3j49zuU3jnX8k6fHEQKXzh1jbmGDuYU6s4t1rt6socUeLLZHhYO2AHSHmzt19ihTZ48O8Hzl/AmunD/BjTvrvPfNX3hWsNpwJCvwYm+ngug4UilSCSq6k8YPtxDwfA+WRawIWFbgscDiULcCEaWqBFOlrLazurupOSHLqGnEKJAY8TwBEHumqUirAjNm52vEPPRV4p01XXMPAQhUBjcWm9QZwijwokgAeYHlHYA06KR1cT6ZvoV56pDUJQEjw0KeaMgj1hPEY4vz2A4eW0/e1qA7KtQdsxTYAG0H3iG4xyK1Y+xm7XmEPOJZDiENzLi2WZHngeOjj2Pe+sMg4GRYyLAsx7ME4FnsyTD9pr0PEc8zPGRAwKXBkYOPEd96cZRvf11g9MDe7e3R4Z4Q+vyEnn3P4t0XzK/W+ODN5/kPfRLewAJVEQ0AAAAASUVORK5CYII%3D" alt="" width="24" height="24" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-07-02T23:53:55</issued>
    <title>Ter asas</title>
    <published>2010-07-02T23:14:58Z</published>
    <updated>2010-07-02T23:14:58Z</updated>
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    <category term="asas"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;"Prefiro passar a vida perto de pássaros do que desperdiçá-la tentando ter asas." Quem o diz é uma moribunda qualquer, que não é realmente moribunda, em House. Nem todos podem voar. Será verdade? Ou será que nem todos querem, nem todos conseguem ver o céu prometedor de voos rasantes e criaturas voadoras misteriosas, uma outra atmosfera, com visão privilegiada de todos os que andam cá em baixo? Quanta injustiça há nisso! Porque não hão-de querer poder voar? Poderão voar e não quererem? Quem me dera voar. Quem me dera saber que estou a tentar voar, nem que seja uma tentativa tão infrutífera e ridícula como a de Ícaro. Quem me dera ser Ícaro. Subir o suficiente para saber que não resultou, mas ter um breve relance daquilo a que anseio, das nuvens brancas e fofas como algodão doce num fundo azul, a paz, a harmonia. Sentir a cera a queimar, sentir qual o limite dessa tentativa, e cair ao mar, dois extremos em que quero estar, rejeitando toda a zona intermédia e inóspita entre eles. Voltaria a tentar novamente. Com outras asas, tentar crescer umas minhas talvez.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas não sei, e nada me indica, ninguém me diz. Como saberei que estou a tentar voar, como saberei sequer se tenho asas? Será assim tão pretensiosa essa minha busca?! Consigo ver asas ostensivamente abertas na minha direcção, mas suspeito se serão boas para voar, se não são demasiado estimadas e demasiado ornamentadas que as impossibilitem de voar. Ter asas que se consigam ver nada indica também. Gostaria de ter visão de ave, para poder ver no escuro. Quero saber, quero ver. Quero ser Ícaro. Será pedir demais?! Eu não peço, eu tenho, mas será algo inalcançável?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Só sei o que quero, nada mais. Elucida-me Ícaro!&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-06-23T22:16:52</issued>
    <title>É bom</title>
    <published>2010-06-23T21:17:44Z</published>
    <updated>2010-06-23T21:17:44Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;... sentir que por vezes a sorte existe, e nos presenteia com alegrias, ainda que espontâneas.&lt;/p&gt;</content>
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