Does it make any sense?! No? So, welcome.
08
Ago 07
publicado por Andi, às 15:18link do post | comentar | ver comentários (5)

Há dias, tive uma conversa com um amigo... Acerca de ser feminina e de feminilidade!

Ele perguntou-me, na brincadeira, se eu e uma amiga minha tinhamos visto muitas montras e/ou tinhamos falado muito de rapazes, digamos assim.  Eu disse-lhe que não, até porque era verdade, e mesmo que não fosse dizia que não da mesma forma... Aí ele disse um comentário em que andei a pensar até hoje, não muito como é evidente, mas fiquei a matutar naquilo. "Muito pouco femininas vocês..."

 

 

Embora fosse uma brincadeira e eu não tivesse ficado ofendida com o que ele disse, apercebi-me que, de facto, existe uma grande esfera misteriosa e enigmática acerca do que é ser mulher e feminina!

 

 

Se feminina for, como é para algumas pessoas, ser fútil, passar o dia no cabeleireiro e na manicure a arranjar as unhas e o cabelo, passar horas à frente do espelho, besuntar-se de cremes a toda a hora, depois ainda sobrecarregar essa camada com maquilhagem, ficar com a cara tão cheia daquela porcaria que nem se vê um poro que seja, e nem poder esfregar a cara quando bem nos aperece; se ser feminina é ser isso, então é mais que óbvio que eu não sou feminina!!! Nem quero ser!

 

Não digo que não devemos ter cuidado com a nossa imagem, bem pelo contrário, todas as pessoas gostam de se sentir bonitas, as mulheres, pelo menos apreciam bastante isso. É óbvio que nos faz muito bem ouvir, de vez em quando,  um elogio. Mas será mesmo necessário passar por um "ritual de beleza" para que possamos ouvi-los?! Será preciso disfarçar aquilo que somos para ficarmos bem aos olhos dos outros?! Sim, porque só uma pequena parte das mulheres fica igualmente bela com ou sem maquilhagem...

 

Há depois outro aspecto, que é a cirurgia... Existem casos em que a saúde pode estar relacionada, e é conveniente fazer cirurgia, mas são raros. Na maior parte das vezes, é feita apenas por..... Sinceramente... Nem sei! Não compreendo porque são feitas... A sua identidade perde-se, é uma metamorfose anormal, artificial, forçada.... Passamos de únicas, a aquela-que-quer-ser-perfeita-mas-que-é-igual-a-tantas-outras...

 

 

O conceito de beleza que nos é impingido quotidianamente é exigente, e muito rigoroso, é necessário uma grande dedicação para alcançá-lo. Só que nem todos os conceitos de beleza são iguais, mudam com o tempo e com a geografia do lugar. Provavelmente, se nascesse na Tailândia, talvez teria uns quantos anéis de metal no pescoço, bem alongado e gracioso, e arranjaria marido muito mais depressa....  Anéis esses que não poderia retirar, senão o pescoço partia e eu morria, exactamente como esses clichés acerca da beleza feminina e da feminilidade, se os não seguirmos não vamos morrer, mas há uma morte social, por assim dizer.

 

 

Sei que muitas pessoas não vão gostar desta minha irracionalidade, mas, sinceramente? Não estou minimamente preocupada, é esta a minha opinião....

 


06
Ago 07
publicado por Andi, às 14:18link do post | comentar | ver comentários (12)

Acordou às seis da madrugada, estremunhada, assustada, com medo... Sentiu algo muito estranho, que não devia estar ali, que não pertencia àquele lugar inóspito e deserto...

 

A casa, como todos lhe chamavam era uma habitação antiga, com altas portas e janelas, pintadas de branco, mas de branco já pouco tinham, pois o tempo havia desgastado a casa e a sua alma... À volta da casa havia um jardim, maltratado, com ervas rebeldes despontando onde havia espaço, e flores já só havia daquelas amarelas, como Fantasia as descrevia, que deixam um gosto amargo quando se trincam...

 

De um salto, saiu da cama, e dirigiu-se para o exterior, para a rua... Não sabia para onde ia, mas os seus pés levavam-na numa direcção exacta, sem vacilar. Passado algum tempo, e com algumas feridas nos pés, pois não havia levado uns chinelos, chegou à praia. E paralisou durante um pouco, em êxtase com o que via, o mar, como uma criança, infantil, vinha ao seu encontro, mas fugia novamente e Fantasia deixou-se ficar, na areia, descalça.  O mar dava-lhe uma sensação de serenidade, de paz, embora ela não o soubesse explicar, o mar transmitia-lhe calma que nunca antes alguem  lhe dera.

 

Portanto, deixou-se ficar, em pé, com os pés enterrados na areia, esperando que o mar se aproximasse mais um pouco, que lhe segredasse algo... Queria que fossem amigos! Não gostava das pessoas, falavam demais, mexiam demais, faziam demais, não sabiam quando esperar! Mas, adorava o mar, à sua maneira, da sua forma...

 

Ficou daquela forma quase o dia todo, sem comer e sem sentir necessidade disso, aliás, não sentia necessidade de coisa alguma. Na Instituição já estavam habituados às suas idas à praia, mas não gostavam que saisse demasiado dali, uma hora ou duas no máximo.... Sabiam que Fantasia acabaria por voltar, mas não deixariam passar em branco esta infracção.

 

Quando já se via o sol a por, vermelho, enorme, juntando-se com o mar e formando uma mistura de tonalidades, a maré trouxe um objecto até aos pés de Fantasia. Pequeno, de metal, disforme, provavelmente uma parcela de algo atirado ao mar. Ao examiná-lo, a rapariga tomou-o como um presente do mar, uma prova de que poderiam ser amigos e que ele tinha gostado da sua companhia. Resolveu então, regressar à casa, e decidiu passar ali outro dia...


05
Ago 07
publicado por Andi, às 14:45link do post | comentar | ver comentários (6)

Acordou com a sineta a tocar estridente, aguda,  monótona.... Pois ao longo de todo aquele tempo,  já se habituara a tudo naquele local... Gostava disso, de se habituar, de saber o que a esperava.... As fardas pequenas, a comida sem gosto, o trabalho árduo, a medicação diária, e sobretudo a exclusão....   Ninguém lhe falava porque já sabia que não obteria resposta, e se obtivesse seria tão repetitiva, tão sem nexo, sem lógica que seria o mesmo que não dizer nada. O mais provável seria ela responder "Fantasia", pois repetia essa palavra até à exaustão... Dias e dias sem dizer mais nada do que aquilo, sem se expressar, sem gestos nem caretas... É por isso que lhe chamavam "Fantasia", pois pouco ou nada mais ela lhes dizia... E nada sabiam sobre ela...

 

 

Mas ela gostava de ser assim... Tinha os seus hábitos, as suas coisas e detestava que alguém lhes mexesse. Mas tal não acontecia há muito tempo, pois da última vez que tal acontecera a Joana tinha ido parar ao hospital com um braço partido e uma quantas nódoas negras... Fantasia não gostava de sair da casa, não gostava de passear, gostava sim de desenhar e pintar, de estar sossegada no seu canto a olhar a sua colecção de conchas e de búzios, pois a casa ficava relativamente perto da praia. E esse era o único lugar que ela frequentava para além da casa.

 

 

Sim, Fantasia era autista, embora quase niguém reconhecesse, para todos não passava de uma rapariga infantil, anti-social e louca... Vivia numa Instituição desde pequena, pois a sua família não tinha meios nem coragem para albergar na sua casa e na sua vida alguém tão diferente. E por enquanto, é tudo o que necessitam de saber sobre Fantasia...  


03
Ago 07
publicado por Andi, às 16:59link do post | comentar | ver comentários (12)

Hoje, e com maior ânimo do que ontem,  vou escrever um post que me foi pedido pelo "Espinhas", ele pediu-me que lhe dedicasse algo.... Geralmente escrevo sobre o que quero, mas tendo em conta este pedido feito pelo meu grande amigo, vou subordinar-me a um tema  que tenha a ver com ele!!

 

 

Bem, vou-vos dizer... Não foi fácil! Podia falar de desporto, música punk, rock, jogos de pc... Até da volta à França em ciclismo!!! Etc etc... Poderia dizer que ele é espectacular, o melhor.... Bla bla bla.... Um discurso qualquer acerca dele, em que enaltecia as suas qualidades e tentava diminuir os seus defeitos, na vã esperança de o tornar perfeito aos olhos de todos.... Mas a questão é, ele não é perfeito, e por mais que seja amiga dele não posso simplesmente ignorar os seus defeitos ou fazer de contas que não existem... Portanto vou falar de algo que às vezes pode irritar mesmo muuuuito, e que é não saber perder!!!

 

Não saber perder.... Até pode ser considerado uma patologia, pois surge sempre de uma bactéria a que poderemos chamar derrota, e tem os seus sintomas que por exemplo podem ser: a raiva, a fúria, ficarem amuados, desatarem aos berros como se fosse adiantar alguma coisa e passarem o resto do dia chateados.... Ora bem, como toda a patologia tem razões de ser, esta também tem, pois resulta de uma quantidade elevada de orgulho e perfeccionismo...

 

A verdade é que ninguém quer perder ou gosta de perder, mas nem todas as pessoas ficam como cães com raiva quando perdem... Então porque é que é assim tão mau perder?? Não gosto de psicologia barata,  nem de qualquer tipo, mas acho que o que torna tão mau perder é um sentimento de inferioridade, de que não fomos capazes de superar o adversário e de que todos vão notar isso...  É a minha opinião, podem achar que é totalmente descabida, o que é normal, irracionalmente falando.

 

 

Um aspecto curioso que notei nas pessoas que me rodeiam no quotidiano, é que as mulheres sabe perder mais do que os homens. Talvez porque os homens têm uma tal "dignidade" a defender, um prestigío social que lhes realça a virilidade... Estes conceitos de dignidade e virilidade a defender são obviamente uma treta!!! Algo inventado para não se resignarem com a derrota, qualquer coisa idílica como a Fada dos Dentes, o Pai Natal, etc.... O que é certo é que a maior parte das mulheres, e falo por mim, não gosta de ver amuos por causa de cenas infantis!!

 

Considerem a minha irracionalidade acabada por hoje.

 

Ps: Agora fico à espera de um comentário do Espinhas pronto para me decapitar...

Pss:Espinhas, sabes que não é por mal que digo isto, é porque é verdade...

 

 


02
Ago 07
publicado por Andi, às 15:26link do post | comentar | ver comentários (13)
Desculpem lá o vocabulário, mas não estou para ser muito educada agora... Sinceramente estou-me borrifando que não leiam este post, que não gostem do meu blog, que não gostem do que eu escrevo, que não gostem de mim!!!!! I don't give a shit... O que escrevo é demasiado pessoal para que percebam o seu conteúdo, não interessa.... Só me apetece sair de casa, correr com música a berrar nos ouvidos, não ouvir mais nada e não sentir mais nada do que o cansaço... Correr ate desmaiar de cansaço! Estou presa na minha vida, na minha rotina, estou dependente das decisões dos meus "superiores", que por serem mais velhos ganham algum prestigio devido só a isso, à idade, como se esta significasse alguma coisa!!! Não me conhecem, não me falam, apenas mandam como se eu fosse um animal amestrado apenas à espera das suas ordens, esperam que seja perfeita... E quando tudo acabar, o circo da minha vida, o circo muda-se de lugar e volta tudo ao início, sou descartada como uma revista velha já de décadas, a cheirar a mofo... E que nem vai para reciclagem, não há reversibilidade, é definitivo... Tentam comprar-me com coisas fúteis, tentam perceber-me conjurando teorias complexas, enquanto eu apenas quero um pouco de simplicidade, têm os acessórios, mas eu qeuro o básico.. Gostaria de reverter as coisas, o seu rumo, mas sinto-me encurralada nesta prisão de preconceitos, tabus, e de convenções sociais, não consigo respirar, não consigo ver o mar sem ser aos quadradinhos, sei que em breve vou ser libertada para outro lugar, mas pergunto-me se será melhor, se a influência dos que me tentam manipular como uma marionete vai-se deixar de sentir... Espero que sim! Simplesmente estou de farta de tentar lutar contra as correntes inquebráveis que me ligam a isto tudo.... Simplesmente FARTA!!
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sinto-me: zangada, desiludida, rejeitada

01
Ago 07
publicado por Andi, às 18:31link do post | comentar

Esta é a segunda parte do posto respeitante ao mundo vasto e surreal da medicina em Portugal. Este é um vídeo realizado por Miguel Góis, Ricardo Araújo Pereira, Tiago Dores e Zé Diogo Quintela. E para quem não sabe são "O Gato Fedorento". E para quem não sabe o que é o Gato Fedorento... Espera aí toda a gente conhece os maiores humoristas portugueses!!! Aqui está um vídeo associado ao meu tema... Apreciem!

publicado por Andi, às 17:01link do post | comentar | ver comentários (4)

O tema de hoje, é um tema quase tão antigo como nós...  A saúde, a doença e os problemas daí resultantes e ainda os erros cometidos pelas pessoas que nos tentam curar....  É verdade, irei falar de erros médicos, e essa eterna guerrilha médico vs. paciente!!!

Semelhante a uma guerra românica, há legiões de médicos e batalhões de pacientes que se enfrentam  dentro das quatro (sujas e maltratadas) dos nossos hospitais e centros de saúde...

 

Aqui está um exemplo dessa terrivel batalha:

 

Paciente: "Senhor Doutor, prometeu-me aumentar o meu pénis e torná-lo mais grosso, mas não foi isso que aconteceu. A cirurgia foi há dois dias e estou cheio de dores....

 

Médico:" Então foi exactamente o que eu fiz,  a minha técnica é muito famosa...! Digo- lhe que pode ter a certeza que ficará melhor do que antes!!! (Agora era a parte em que o médico fica dez minutos a dizer termos técnicos médicos que nada têm a ver com o assunto, mas é só para impressionar o cliente e fazê-lo pensar que ele sabe o que faz, pois na verdade nem mesmo o médico tem a certeza do que faz!!! Mas não vou aqui mencionar nenhum desses termos, pois para além de não perceber nada disso, não tenho a intenção de mostrar de mostrar o que sei neste blog de irracionalidades!!)

 

 

Após tirar o curativo, tanto o médico como o paciente ficaram mudos de espanto, o pénis do paciente estava muito menor do que era originalmente e estava desfigurado...

 

Paciente: "Olhe o que fez ao meu Zézinho!!! A intenção era aumentá-lo e não diminui-lo e transfigurá-lo desta forma!!! Eu paguei 5.500 € por esta operação e é assim que eu fico?!?!?!?!

 

O médico ao verificar, muito perspicazmente diga-se, que o paciente estava no minímo colérico tentou reparar o erro cometido: "Esta é uma reacção muito comum neste tipo de cirurgia... (lá vêm outra vez os termos técnicos difíceis e que parecem pertencer a uma língua que não a nossa)...

 

Após algum tempo e depois de o paciente ainda continuar com dores e ter entrado em depressão, descobriu-se que o médico mentira acerca da sua experiência e que o seu erro era gravissimo e irreparável....

 

Esta conversa foi imaginada por mim, mas poderia ser verdadeira, pois baseia-se numa história verídica que se não acreditarem em mim podem confirmar em http://noticias.terra.com.br/popular/interna/0,6675,OI84430-EI1149,00.html

 

 

Este foi um pequeno exemplo dos erros que podem ocorrer, ocorrem muitos outros, que são bem mais comuns do que desejaríamos... Tesouras, relógios, panos de limpeza utilizados em cirurgia são exemplo de objectos que são encontrados no interior de pessoas que se submetem a uma cirurgia... Às vezes parece-me que os cirurgiões tentam competir com os tradicionais "Perdidos e Achados", às vezes seria melhor procurar dentro do corpo dos pacientes....

 

Este tipo de situações insólitas acontece e  a minha pergunta é : "Como ficam os doentes e o médico perante esta situação um tanto ou quanto constrangedora??"

A resposta não é muito animadora para o paciente, se o paciente não se aperceber OCNI (ocjecto cirúrgico não identificado) dentro dos próximos cinco anos após a cirurgia, não lhe serve nada pois o caso prescreve, quanto ao médico não sei bem na realidade, desconheço o grau de corrupção neste mundo, e também depende da sua influência. Acho que com esta medida é de alertar para aqueles que façam uma cirurgia fiquem atentos não haja um OCNI algures...

 

 

Mas também nessa batalha épica, nem sempre os pacientes têm razão... Não podemos sempre assumir de que os médicos são sempre os vilões e de que os pacientes são os bodes expiatórios, os bonzinhos do filme! Como em quase tudo existem bons profissionais que exercem verdadeira Medicina, que tentam não cometer erros ao diagnosticar o paciente (o que nem sempre é possivel), nem deixar de dar atenção aos que precisam, e acima de tudo falam em português corrente com o paciente e família, e explica-lhes a situação. Igualmente existem maus profissonais.

 

E ainda existe o outro lado da cena, o paciente que muitas vezes consegue ser um verdadeiro pesadelo para um médico, pedidos constantes, insatisfação infundamentada pelos serviços prestados, a ilusão de que está num hotel de cinco estrelas e que o pessoal médico está lá para satisfazer os seus mais pequenos e absurdos desejos...

 

No entanto, o serviço médico no nosso país tem ainda um longo caminho a percorrer até chegar a um ponto minimamente satisfatório. Eu podia desenvolver mais ainda este tem, mas seria uma irracionalidade demasiado extensa, pelo que decidi dividir este post em dois!!

 

Em jeito de conclusão posso dizer que se sentirem confusos e talvez discordem do conteúdo aqui referido, não se preocupem este assunto é muito complxo,  não tem apenas uma interpretação... E minha opinião não passa de ser uma interpretação....

 

Fiquem irracionais.

 


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