Does it make any sense?! No? So, welcome.
26
Mai 09
publicado por Andi, às 22:29link do post | comentar | ver comentários (1)

Estava eu a ouvir a m80 e passou esta música. Já não a ouvia há algum tempo. É do albu Sob Escuta, dos GNR, obviamente,  que data de 1994. Só um pequeno aparte Rui Reininho, se me desses a música a ouvir em 1994, acredita que teria seguido o teu conselho.

Há um lixo novo pra limpar ao nascer
Um grito surdo que tentam calar

Vais ouvir e ver
Mais vale nunca
Nunca mais saber
Mais vale nada
Nunca mais querer
Mais vale nunca mais crescer

É tê e vê cérebro em fuga a dominar
Gene preguiçoso e letal
Olha pró que eu faço
Mais vale nunca
Nunca aprender
Mais vale nada
Nunca mais querer
Mais vale nunca mais crescer

Ficas a aprender
Mais vale nunca
Nunca mais saber
Mais vale nada
Nunca mais beber
Mais vale nunca mais crescer

Agora é a doer
Mais vale nunca
Nunca apetecer
Mais vale nada
Nunca escolher
Mais vale nunca mais crescer

Vais ouvir e ver...

música: Mais vale nunca - GNR
sinto-me: childish

22
Mai 09
publicado por Andi, às 21:38link do post | comentar | ver comentários (2)

O dia parecia normal, prazeroso até se admirassem o tempo quente e o céu limpo. Parecia igual a todos os outros, contudo sabia que não seria assim, tinha algo marcado nesse dia, um duelo que teria de travar contra a própria Natureza, e aquele que se dizia o seu Mestre, o seu Restaurador. O tempo seria contado até a essa hora fatídica, e sabia que seria memorável, mas não tinha ainda bem a noção do que aconteceria.

Apreciou a sua última refeição num café de esquina, mastigando-a sofregamente e contemplando o mundo inocentemente, pois depois de tudo estar terminado sabia que se o veria outra vez, seria de uma perspectiva negativista.Confiante de si, na sua vitória encaminhou-se para o local marcado, e quando o relógio bateu as seis horas tocou à porta, onde a assistente do seu oponente o recebeu com um sorriso. Limitou-se a um breve esboçar de simpatia, não iria demonstrar já fraqueza numa altura tão precoce.

"Pode entrar" disse afectadamente a assistente.

O coração batia descompassadamente numa arritmia ridícula e os seus músculos retesaram-se de algum nervosismo.


Ali estava ele o seu oponente, que o convidou a tomar o seu lugar, numa atitude também simpática. Não passa de disfarce, foi esse o seu pensamento, enquanto tomava o seu lugar. Mal se sentou o seu oponente começou a relatar o assunto que o levava ali. Ia protestar quando ele o atingiu, de uma forma tão impetuosa que o deixou sem poder falar. O seu queixo estava dormente, o lábio inchado e a sangrar, e não se conseguia levantar. Tinha sido preso, sem qualquer tentativa de se defender, que batalha tão inglória a que teria de combater! Uma luz foi-lhe direccionada aos olhos, nada conseguia enxergar inicialmente, contudo após um momento conseguiu distinguir duas silhuetas dobradas sobre si, eram a assistente e o seu Mestre! O Mestre continuava implacável, cada vez sentia menos a boca e num instante virou-se e pegou no seu instrumento de tortura utilizando sem qualquer ressentimento. O ar ficou saturado de um cheiro a cabelo queimado, se bem que não era cabelo que ele queimava! Enquanto isso ia sempre falando-lhe, numa voz enganadoramente melodiosa.


Os instrumentos passavam da mão da assistente para a do Mestre, depois na sua direcção numa velocidade incrível, fechou os olhos enquanto o massacre continuava. O tempo parecia não avançar, o Mestre trocava de técnica sempre que não encontrava o que pretendia...


Num dado momento, sentiu-se encolerizado subitamente com toda a situação, libertou-se das mãos da assistente e do Mestre e aplicou-lhes a mesma substância inicial com a qual tinha sido injectado, e aplicou-lhes uma grande quantidade. Caíram os dois redondos no chão. Aproximou-se do Mestre e deu-lhe uns quantos pontapés, recusava-se a usar os seus instrumentos perniciosos.


Exibiu um sorriso de satisfação, embora este estivesse transfigurado pelo sangue e pelo lábio tumescente. Não perdeu um segundo, agarrou no dente que o dentista tinha retirado e correu desvariado pelo corredor do consultório fora. Haveria de arranjar uma forma de o colocar lá!!







E isto meus amigos, é um "conto" muito estranho acerca d"O Massacre no Dentista"!

sinto-me: com dores de dentes!
música: Africa - Toto

08
Mai 09
publicado por Andi, às 21:05link do post | comentar

A música toca, incessantemente. Aparente os senhores que trabalham na rádio não têm descanso, trabalham exaustiva e infinitamente. Isso fê-la estremecer. Trabalhar eternamente, não ter folga, não poder descansar, não poder estragar o alarme e deitar-se um pouco a ouvir música. Apenas a aproveitar o momento instantâneo.

 

Decidiu levantar-se. Estava farta de estar em casa, tudo estava igual como sempre, queria ver algo novo, algo que não dela, algo que ela não reconhecesse, algo que não ela. Passeou pelo quarto desarrumado, as suas roupas encontravam-se espalhadas um pouco por todo o sítio, por cima da cama, no chão, na secretária, os papéis sobre a sua investigação também, mas não fazia mal, orientava-se bem assim. Havia fotografias dela com a sua família e alguns dos poucos amigos chegados espalhadas aleatoriamente pelo quarto, assim como papeis, autocolantes, e lembretes de toda a espécie colados aqui e ali, rabiscados, pelo chão, debaixo da cama, enfim... Uma confusão onde ela se organizava, já tinha tentado organizar o quarto, mas, curiosamente, não encontrava nada daquela forma.



Decidiu então sair. O dia estava solarengo, embora algumas nuvens preguiçosas teimassem em não sair de perto do sol, o dia não poderia ser perfeito, pensou ela, teria de se habituar! A rua agitada não a deixava decidir que rumo tomar, então deixou-se guiar pelo fluxo constante das pessoas. Deu por si à frente de um café que lhe pareceu simpático, com um letreiro grande por cima da porta antiquada que em letras douradas e gordas dizia "Café das Letras", deu uma espreitadela pelas vitrinas de vidro e notou que tinha algumas pessoas, mas ainda havia espaços vazios, notou também que havia uma espécie de pequeno palco ao fundo do café, rodeado por poltronas e cadeiras de veludo de várias cores. Lá entrou no café, sem objectivo concreto, cheirava a café e canela, e sentou-se numa poltrona após um sorriso rápido ao empregado que estava no balcão.


Observou os frequentadores de café. Mas algo prendeu-lhe a atenção. Um casal que discutia acesamente, contudo sempre em voz baixa, a sua discussão era visível nos gestos exageradamente óbvios dela, e na inexpressividade dele. O seu interesse surgiu, qual seria o motivo da discussão, quem achava que teria razão, eram eles amantes? Contudo, tal interesse deveria ter sido disfarçado, pois após uns minutos o homem levantou-se, dirigiu-se à sua mesa e sentou-se à sua frente.

 

 

 

Genuidade#2

Genuidade

música: Canção do Engate, António Variações
sinto-me: bahhh

04
Mai 09
publicado por Andi, às 22:05link do post | comentar | ver comentários (1)

Ainda estou aqui. Ainda respiro. Ainda massacro. Ainda qualquer dia escrevo um post que mereça ser lido atentamente.


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