Does it make any sense?! No? So, welcome.
23
Jul 08
publicado por Andi, às 21:16link do post | comentar | ver comentários (6)

Após alguns dias de reflexão interior e exterior verificadas numa areia poereinta, e um tanto desagradável para a pele, como é a areia da nossa praia, decidi escrever aqui um pouco das irracionalidades insanas que me perseguem no dia-a-dia, em horas de menor actividade mental (leia-se 24 horas por dia), até porque é o centésimo post, vá cem posts por mais ou menos um ano dá uma média de mais ou menos um post de três em três dias. Mais ou menos.

 

Uma coisa que me fode a cabeça é o politicamente correcto. Sem rodeios, nem moralidades falsas, directo, "curto e grosso", como a minha professora de matemática do nono ano gostava de afirmar, para encanto dos rapazes da turma. Fode-me a cabeça. Não digo que seja malcriada, ou não seja educada para as pessoas que conheço (não liguem à minha linguagem um pouco agressiva), mas existem situações que me parecem tiradas de uma novela mexicana de terceira categoria que passa entre as três e as quatro da matina, com dobragens horríveis. E isso arrepia-me. Terror puro. 

 

A filha da prima do irmão do primo do tio do avó, que se encontra ali, por acaso, à nossa frente e temos de fazer de contas que somos muito amiguinhos, porque somos da mesma família, e falar de banalidades:

" Olá. Tudo bem?"

 

Cumprimenta ela. Não faço a mínima ideia de quem seja, nunca vi semelhante pessoa.

 

"Sim."

 

Tom monocórdico, e quase inaudivel. Sorriso amarelo. Depois, como é óbvio, vem a pergunta da praxe:

 

"Vais estudar? Para onde? Qual o curso?"

 

Pensamento real - vai-te lá embora que eu estava a saber acerca da tareia que o tio José da Esquina deu na amante dele. Resposta.

 

"Não sei ainda."

 

 

O que não é bem verdade, mas não me apetece conversar acerca de assuntos que só a mim me dizem respeito e estar a partilhá-los com desconhecidos. Simplesmente sei como as coisas funcionam. A insularidade provoca destas coisas, em que cada pormenor é remexido até ao ínfimo e onde tudo importa.

 

Enfim, isto não aconteceu realmente, mas poderia ter acontecido. Por outro lado, existem pessoas que devem pensar que sou uma pessoa extremamente antisocial, e em certa medida sou. Toneladas de vezes não ouço quando falam comigo, aspecto que quando me encontro nestas situações adoráveis do politicamente correcto, aumenta significativamente. Enfim, não sou das pessoas que fala dos seus assuntos pessoais com pessoas conhecidas já cinco minutos. E ainda bem. O essencial não é esse, mas também não direi qual é. Desenrrasquem-se! (Poderia ter escrito todas as diarreias mentais que me ocorrem sobre este assunto, mas acho que já fui demasiado agressiva por hoje.

 

PS. Vou  sentir saudades tuas Jossy.

 

sinto-me: well, embora nao aparente

16
Jul 08
publicado por Andi, às 23:16link do post | comentar | ver comentários (2)

Tic-tac tic-tac tic-tac... Olhou de novo para o relógio que pertencera ao bisavó que dera ao seu avó e que dera ao seu pai, sempre na ocasião da partilha de bens, após a sua morte. O pai, porém deu-o quando partiu para o Ultramar, de certa forma foi também quando faleceu. Teria ele a consciência de que não voltaria intacto como havera partido? Que seria lembrado como um herói por ter regressado salvo de uma emboscada em que mais ninguém havera sobrevivido? Não sabia, e o pai nunca lhe falara nisso. Aliás, o pai nunca falava sobre nada, era como estivesse realmente morto. Pelo menos os mortos deixam saudade da sua companhia, os vivos-mortos não.

 

Um silêncio pairava sobre a sala, denso, quase palpável como nevoeiro em dia de morrinha. Pelo menos era assim que a sua avó dizia. Um silêncio ensurdecedor. Talheres tiniam, conseguia-se ouvir perfeitamente o sorver da sopa verde e pastosa por parte dos mais novos, o barulho do desassossego. Contudo, nada para além disso se ouvia. E isto era nada, portanto o silêncio estava ali presente, irrefutavelmente. Misturava-se com os objectos da sala, as cadeiras e a mesa de madeira escura envernizada, com alguns arranhões, apesar dos esforços da sua rica mãezinha em dar óleo nelas todas as Primaveras, numa luta infindável com o pó e o aspecto baço e desinteressante de tudo o que os rodeava. Infiltrava-se na carpete castanha, cor predominante ali, cor de terra, donde lhes provinha o sustento.

 

Cinco minutos passados. Tinha de se levantar e ir dormir. Eram nove horas da noite. Estava escuro lá fora. Um escuro húmido e friorento, que dava um arrepio na espinha, como se uma donzela lasciva se tratasse a instigá-lo a fazer coisas que não deveria fazer. Deveria resguardar-se desse escuro demoníaco. Levantou-se vagarosamente, tentando não arrastar a cadeira, e sem uma palavra encaminhou-se ao seu quarto e dos seus seis irmãos.

 

Não era necessário dizer nada. Estava tudo destinado a ser assim. Aliás, se dissesse algo, isso sim não seria agradável. Vestiu o pijama dessa semana, para depois a mãe lavá-lo e usá-lo e usar na semana após a outra.

 

Não lavou os dentes. Não era seu costume, se bem que o dentista o advertiu acerca disso.

 

Os lençóis davam uma sensação de frescura apaziguadora. Precisava disso. Tentou lembrar-se...Há quanto tempo tinha ido ao dentista? Não conseguiu lembrar-se, poderia ter sido ontem, ou há vinte anos atrás.

 

A verdade é que ele tinha 35 anos  e de nada disto se apercebia, a persistência das horas fazia com que tudo se tornasse igual, e monótono, nada que diferencia-se, nada que valesse a pena marcar a data poderia ser encontrado na sua vida. Só se lembrava do primeiro dia que ajudou o pai na terra. Ajudou, como quem diz, o pai observava-o a cavar a terra, como um menino que pela primeira vez despe uma rapariga, à pressa, com um nervoso miudinho de quem quer provar que é homem, quando apenas sente-se um miúdo que gostaria de voltar para debaixo das saias da mãe. A perna inexistente do pai ainda lhe fazia confusão na altura. Passados tantos anos, esse dia repetiu-se sempre. Todas as horas do dia sabia o que teria de fazer, o que iria acontecer. Efeitos da persistência das horas.

sinto-me: Féérias.....

13
Jul 08
publicado por Andi, às 15:05link do post | comentar | ver comentários (11)

É verdade, aqui estou eu. De volta de uma viagem intergaláctica de poucos quilómetros, e simultaneamente de infinitos anos-luz. Convicções que se encontravam esbatidas e quase translúcidas na minha mente gasta e cansada tornaram-se mais espessas e profundas, afirmaram-se, outras realidades permitiram que me indagasse um pouco mais acerca da aleatoriedade da vida. Essa vilã e heroína, que actua à semelhança de uma roleta russa...

 

Poderia descrever tais pensamentos e ideias, mas não me apetece e não gosto de o fazer. Gosto de expor as minhas ideias ao dissimulá-las, camuflá-las, no que escrevo, e ao mesmo tempo não o fazer, porque o que escrevo são pedaços de nada, e assim também o são as minhas ideias.

 

Ideias... Lampejos de uma racionalidade não-existente, fictícia, que apenas demonstram a nossa fé infundamentada em certos aspectos. Abstractividade máxima, que por vezes desejava que fosse corpórea para melhor poder percebê-las, na sua forma, cor (?), sentido...

 

Sinestesia de pensamentos, sensações, e outros inomináveis nomes.

música: Unchain my heart - Ray Charles

04
Jul 08
publicado por Andi, às 20:19link do post | comentar | ver comentários (3)

Bem, para dar continuidade à excelente continuidade dos últimos posts, e também dar seguimento aos conteúdos extremamente eruditos, venho aqui despedir-me de vocês (não fiquem demasiado contentes, daqui a uma semana volto), pois vou estar uns diazitos fora de casa. É verdade, vou de férias para Palma de Maiorca (ou talvez um pouco mais perto, e um destino mais saloio, vá). E bem, que há para dizer? Nada. Talvez venha com mais disposição para escrever regularmente as minhas estorinhas, talvez depois dos exames. Por falar de exames adorei as notas do ministério enaltecendo as grandes subidas de média, dizendo que eram fruto do seu esforço (?), e desvalorizando as descidas das médias inventado desculpa esfarrapadas! Poder de invenção brilhante!

 

Falando de assuntos sérios, Ingrid Betancourt foi libertada. Finalmente boas notí­cias! 

 

 

E pronto. Deliciem-se com esta música. Até para a semana.

 

música: john frusciante-carvel

03
Jul 08
publicado por Andi, às 22:12link do post | comentar | ver comentários (8)

Os números costumam ser vazios. Opacos. Estatísticos, puramente. Contudo, as pessoas associam-lhe muitas coisas, desde a sorte, ou o azar, até à sua identificação... Não, não vou explicar nada pessoal, mesmo porque eu não quero que saibam, não quero que percebam aquilo que é incompreensível aos olhos das outras pessoas que não eu e tu. É irónico estar a falar de números, perdoa-me, mas sabes que gosto de te provocar...

 

Este valor intrínseco dos números não está neles mesmos, mas sim no que se passou. Em ti, em mim.Não vou aqui falar no que se passou. Não é necessário. Tu sabes. E se não souberes, depois relembro-te. Pode ser?

 

 

 

Because you have a secret, and you show it only to me. 

tags: , ,
sinto-me: ..... do i need to say?
música: Secret Smile

01
Jul 08
publicado por Andi, às 00:49link do post | comentar | ver comentários (7)
  1. Tenho 18 anos e compro sapatos ortopédicos.
  2. Fui ao médico e fartei-me de levar raspanetes por não tomar os medicamentos das alergias devidamente.
  3. Hoje de manhã acordei com os "mestres" a pintar a minha casa, a falar de futebol, da liga inglesa (?).

E mais um post desinteressante e deprimente para a conta!

sinto-me: happy:D

28
Jun 08
publicado por Andi, às 00:13link do post | comentar | ver comentários (10)

As pipocas deveriam surgir das ávores. Como por magia, por acaso... Não, por acaso não. Deveria ser propositado. Deveria ser natural e anti-natural, simultaneamente.Cresceriam no seu tempo certo. E apanhariam água até ficarem completamente  moles. E esperávamos que viesse o sol para que elas restabelecessem outra vez. E íamos apanhar quando tal acontecesse. Os miúdos traquinas e com os joelhos esfolados iriam de quintal em quintal roubar pipocas ate não poderem enfiar mais uma pipoca minúscula nas suas barrigas. Seria uma espécie de manta de neve que cobriria algumas regiões no Verão. 

 

Todos teriam uma. Nem que fosse na varanda do apartamento atarracado de velharias. E cada uma dela contaria a história dos seus donos, sobrevivendo enquanto eles o fizessem também. E deixávamos de comer pipocas apenas no cinema. Passaríamos a oferecer pipocas a alguém doente em vez dos sumos pastosos e de fruta esquisita cujo nome não conseguiríamos pronunciar correctamente. Nas escolas, os alunos passariam a comprar sandes com compota de pipoca, levemente adoçada.

 

As paisagens ficariam brancas puras, já que tudo o resto não o é. Não seriam conspurcadas, mas sim inocentes, oferecendo pequenos prazeres simples. Como, sentar calmamente a comer pipocas, aproveitando a companhia silenciosa de alguém. Ou falar das pipocas que nascem das árvores, como são magnificas.

 

O mundo seria tão melhor com pipocas a crescer nas árvores, não seria?!

 

(Foto retirada daqui)

sinto-me: maluca xD
música: Speed of sound

23
Jun 08
publicado por Andi, às 22:24link do post | comentar | ver comentários (1)

E pronto, cá está o ilhéu a "arrebentar" de gente. As Sanjoaninas, as tão aclamadas festas de Angra do Heroísmo, já começaram na sexta-feira passada. Autênticas multidões tentam estacionar as suas cadeiras de plástico nas ruas, para poderem assistir comodamente aos desfiles. Deve haver uma parte histórica bastante fascinante relacionada com o começo destas festas, mas, sinceramente, eu não conheço. Um dia destes mato o resto dos neurónios à procura disso. Hoje não.

 

Hoje é o dia das marchas. Cores. Música. Dança. Um espectáculo inebriante, que eu talvez vislumbre fragmentos ao passar pela sala onde tem a televisão sintonizada na RTP Açores.  Devia ir ver, é tradição. Mas não me sabe ao mesmo.

sinto-me: misto de cenas

15
Jun 08
publicado por Andi, às 16:45link do post | comentar

Depois de alguns dias quase enlouquecedores a tentar marrar para os exames, tenho de dedicar algum tempo a mim, nem que seja para manter a minha saúde mental, ou pelo menos, o que resta dela. Por isso don't stop me now!

 

 

 

 

 

 

Tonight I'm gonna have myself a real good time
I feel alive and the world it's turning inside out Yeah!
I'm floating around in ecstasy
So don't stop me now don't stop me
'Cause I'm having a good time having a good time

I'm a shooting star leaping through the skies
Like a tiger defying the laws of gravity
I'm a racing car passing by like Lady Godiva
I'm gonna go go go
There's no stopping me

I'm burning through the skies Yeah!
Two hundred degrees
That's why they call me Mister Fahrenheit
I'm trav'ling at the speed of light
I wanna make a supersonic man of you

Don't stop me now I'm having such a good time
I'm having a ball don't stop me now
If you wanna have a good time just give me a call
Don't stop me now ('Cause I'm having a good time)
Don't stop me now (Yes I'm having a good time)
I don't want to stop at all

I'm a rocket ship on my way to Mars
On a collision course
I am a satellite I'm out of control
I am a sex machine ready to reload
Like an atom bomb about to
Oh oh oh oh oh explode

I'm burning through the skies Yeah!
Two hundred degrees
That's why they call me Mister Fahrenheit
I'm trav'ling at the speed of light
I wanna make a supersonic woman out of you

Don't stop me don't stop me don't stop me
Hey hey hey!
Don't stop me don't stop me
Ooh ooh ooh (I like it)
Don't stop me have a good time good time
Don't stop me don't stop me
Ooh ooh Alright
I'm burning through the skies Yeah!
Two hundred degrees
That's why they call me Mister Fahrenheit
I'm trav'ling at the speed of light
I wanna make a supersonic man of you

Don't stop me now I'm having such a good time
I'm having a ball don't stop me now
If you wanna have a good time
Just give me a call
Don't stop me now ('Cause I'm having a good time)
Don't stop me now (Yes I'm having a good time)
I don't wanna stop at all

La la la la laaaa
La la la la
La la laa laa laa laaa
La la laa la la la la la laaa hey!!....
 
sinto-me: resting, or trying
música: Queen - Don't stop me now

30
Mai 08
publicado por Andi, às 20:05link do post | comentar | ver comentários (4)

É verdade. Eu estive lá!! No último dia de três, é certo, mas a tempo. Uma curta-metragem e uma longa, para ser sincera preferi a curta, embora a longa estivesse bastante bem, era demasiado tempo pelo seu conteúdo. Acho que me fartei um pouco de ver galhos a mexer, e as suas sombras um pouco tenebrosas em papel de parede de século passado. A longa metragem tinha por nome "Trem de sombras", quem viu há-de se lembrar do filme, agora o outro, hmm, não me lembro. Não interessa, adiante. O interessante (?) é que lá estava a tv, Açores claro, e que por amabilidade decidiu mostrar a minha carinha laroca e de mais alguns para o povo ilhéu, que simpático! Também duvido que alguém tenha visto aquilo, é uma espécie de mini programa, pelo que percebo, só dura cinco minutos (?). E pronto, dentro desses cinco minutos, tenho lá os meus dez segundos de glória. Aposto que não adivinham quem eu sou!!

 

 

 

PS. Hélder, Jossy e JP isso não conta para vocês!!

sinto-me: vip, ou não...
música: none

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