Does it make any sense?! No? So, welcome.
24
Ago 07
publicado por Andi, às 02:15link do post | comentar | ver comentários (2)

Nunca falei sobre este tema que inspira muita gente a fazer todo o tipo de coisas desde arte a parvoíces. O amor... Tantas definições, tantos clichés, tantas frases feitas, tanto dito acerca de algo que é mutável, modifica-se com as pessoas, com a idade, com os lugares, até com o tempo... Não desejo dizer o que é, não aspiro ao impossível, é demasiado irracional e relativo para ser verbalizado.

 

*

 

 

"Amo-te muito", "Amo-te para sempre".... Ele já lhe havera dito aquelas frases milhentas vezes, repetidamente, sem nexo, fora do contexto, e pensou que estava a fazê-la feliz, que ela era a mulher mais feliz do mundo!! Como ele era ingénuo, mundano e fútil, nada do que dizia era verdadeiro. Ela sabi-o. Detestava que ele lhe dissesse aquelas banalidades, sem sentido, tão superficias, fingidas e ensaiadas... Tão racionais!! Sabia também que ele nunca pensava nisso, não a amava, apenas a desejava fisicamente, e achava que isso era tudo. Vivia rodeado por lendas e mitos urbanos acerca do que é uma vida conjugal, e do que era o amor. Os seus olhos eram vazios e sem sentimento, quando se declarava nunca a olhava nos olhos, não aguentava o seu olhar de Amazona altiva e intocável.

 

Ela nunca o dissera, nunca havera verbalizado o amor por ele, porque ele simplesmente não existia, e até porque achava as formas de exprimir dele patéticas! "Amo-te muito"?!? Muito?

Amar não seria suficiente? Como se pode amar pouco? "Para sempre"... Que utopia, que estupidez!!! Tal como não há futuro, tão pouco pode haver "para sempre", tudo é finito, tudo acaba por ter um fim, por mais que tenha durado, mas que importava isso? Era apenas mais uma das mentiras e dissimulações dele. Aprendera a viver com aquilo, já nem se importava, alheava-se completamente dele, nem o sentia a tocar-lhe... Nada. Alheava-se nos seus pensamentos e no seu mundo, só seu, onde não haviam eles e não haviam racionalidades.

E aí ficava bem, tranquila e serena.

 

 

*

 

 

 

Isto foi apenas uma história fictícia, uma fracção da minha perspectiva pessoal do que é esse gigante que dizem ser a razão de tudo, bem algumas pessoas o dizem, não digo que não nem que sim. Que importa o que digo? Apenas tenho a certeza, pessoal também, que o amor é irracional, em que aspectos ou em que medida não sei precisar, mas para mim é este o meu mundo.... O irracional.

sinto-me: demasiado pensativa...
música: Comptine d'une autre été- l'aprés midi - Yann Tiersen

08
Ago 07
publicado por Andi, às 15:18link do post | comentar | ver comentários (5)

Há dias, tive uma conversa com um amigo... Acerca de ser feminina e de feminilidade!

Ele perguntou-me, na brincadeira, se eu e uma amiga minha tinhamos visto muitas montras e/ou tinhamos falado muito de rapazes, digamos assim.  Eu disse-lhe que não, até porque era verdade, e mesmo que não fosse dizia que não da mesma forma... Aí ele disse um comentário em que andei a pensar até hoje, não muito como é evidente, mas fiquei a matutar naquilo. "Muito pouco femininas vocês..."

 

 

Embora fosse uma brincadeira e eu não tivesse ficado ofendida com o que ele disse, apercebi-me que, de facto, existe uma grande esfera misteriosa e enigmática acerca do que é ser mulher e feminina!

 

 

Se feminina for, como é para algumas pessoas, ser fútil, passar o dia no cabeleireiro e na manicure a arranjar as unhas e o cabelo, passar horas à frente do espelho, besuntar-se de cremes a toda a hora, depois ainda sobrecarregar essa camada com maquilhagem, ficar com a cara tão cheia daquela porcaria que nem se vê um poro que seja, e nem poder esfregar a cara quando bem nos aperece; se ser feminina é ser isso, então é mais que óbvio que eu não sou feminina!!! Nem quero ser!

 

Não digo que não devemos ter cuidado com a nossa imagem, bem pelo contrário, todas as pessoas gostam de se sentir bonitas, as mulheres, pelo menos apreciam bastante isso. É óbvio que nos faz muito bem ouvir, de vez em quando,  um elogio. Mas será mesmo necessário passar por um "ritual de beleza" para que possamos ouvi-los?! Será preciso disfarçar aquilo que somos para ficarmos bem aos olhos dos outros?! Sim, porque só uma pequena parte das mulheres fica igualmente bela com ou sem maquilhagem...

 

Há depois outro aspecto, que é a cirurgia... Existem casos em que a saúde pode estar relacionada, e é conveniente fazer cirurgia, mas são raros. Na maior parte das vezes, é feita apenas por..... Sinceramente... Nem sei! Não compreendo porque são feitas... A sua identidade perde-se, é uma metamorfose anormal, artificial, forçada.... Passamos de únicas, a aquela-que-quer-ser-perfeita-mas-que-é-igual-a-tantas-outras...

 

 

O conceito de beleza que nos é impingido quotidianamente é exigente, e muito rigoroso, é necessário uma grande dedicação para alcançá-lo. Só que nem todos os conceitos de beleza são iguais, mudam com o tempo e com a geografia do lugar. Provavelmente, se nascesse na Tailândia, talvez teria uns quantos anéis de metal no pescoço, bem alongado e gracioso, e arranjaria marido muito mais depressa....  Anéis esses que não poderia retirar, senão o pescoço partia e eu morria, exactamente como esses clichés acerca da beleza feminina e da feminilidade, se os não seguirmos não vamos morrer, mas há uma morte social, por assim dizer.

 

 

Sei que muitas pessoas não vão gostar desta minha irracionalidade, mas, sinceramente? Não estou minimamente preocupada, é esta a minha opinião....

 


02
Ago 07
publicado por Andi, às 15:26link do post | comentar | ver comentários (13)
Desculpem lá o vocabulário, mas não estou para ser muito educada agora... Sinceramente estou-me borrifando que não leiam este post, que não gostem do meu blog, que não gostem do que eu escrevo, que não gostem de mim!!!!! I don't give a shit... O que escrevo é demasiado pessoal para que percebam o seu conteúdo, não interessa.... Só me apetece sair de casa, correr com música a berrar nos ouvidos, não ouvir mais nada e não sentir mais nada do que o cansaço... Correr ate desmaiar de cansaço! Estou presa na minha vida, na minha rotina, estou dependente das decisões dos meus "superiores", que por serem mais velhos ganham algum prestigio devido só a isso, à idade, como se esta significasse alguma coisa!!! Não me conhecem, não me falam, apenas mandam como se eu fosse um animal amestrado apenas à espera das suas ordens, esperam que seja perfeita... E quando tudo acabar, o circo da minha vida, o circo muda-se de lugar e volta tudo ao início, sou descartada como uma revista velha já de décadas, a cheirar a mofo... E que nem vai para reciclagem, não há reversibilidade, é definitivo... Tentam comprar-me com coisas fúteis, tentam perceber-me conjurando teorias complexas, enquanto eu apenas quero um pouco de simplicidade, têm os acessórios, mas eu qeuro o básico.. Gostaria de reverter as coisas, o seu rumo, mas sinto-me encurralada nesta prisão de preconceitos, tabus, e de convenções sociais, não consigo respirar, não consigo ver o mar sem ser aos quadradinhos, sei que em breve vou ser libertada para outro lugar, mas pergunto-me se será melhor, se a influência dos que me tentam manipular como uma marionete vai-se deixar de sentir... Espero que sim! Simplesmente estou de farta de tentar lutar contra as correntes inquebráveis que me ligam a isto tudo.... Simplesmente FARTA!!
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sinto-me: zangada, desiludida, rejeitada

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