Does it make any sense?! No? So, welcome.
28
Fev 10
publicado por Andi, às 17:45link do post | comentar

Nos últimos tempos tenho tentado ganhar novamente o hábito de leitura que tive desde muito cedo. Nunca cessei de ler, mas com tantos trabalhos e materiais da faculdade para ler, tenho ficado cansada nesse aspecto, pelo que ultimamente, os filmes e as séries preenchem os meus tempos livres. Quero voltar a esse ritmo feroz de leitura todos os dias, nos tempos de insónias e tempos mortos. O último livro que li foi:

 

O Afinador de Pianos, de Daniel Mason

 

 

Uma amiga minha tinha este livro, e resolvi requisitá-lo na biblioteca para lê-lo, começou bem o livro, pareceu-me interessante a descrição exótica da Birmânia já inexistente. Contudo à medida que fui avançando na narrativa, esta pareceu-me prolongar-se demasiado, arrastando-se. Cheguei ao fim com uma sensação de ser enganada, achei o fim demasiado previsível e fácil e a narrativa no todo com muitas pontas soltas. No total é um livro que se lê só para descontrair, ou porque não se tem mais nada para ler.

 

Classificação: 12/20

 

 

Neste momento estou a ler Memórias de uma Menina Bem-Comportada, de Simone de Beauvoir.

 


14
Fev 10
publicado por Andi, às 22:21link do post | comentar | ver comentários (6)

Dia de São Valentim: Em uma palavra: the biggest crap on earth. Nem me vou estender neste ponto, não comemoro (?!) este dia, simplesmente dos dias "festivos" mais irracionais que existem. E não digo isto por me sentir amargurada por não estar namorada ou algo do género. Simplesmente não faz qualquer tipo de sentido para mim.

 

Transportes em Lisboa e afins: Não sei qual é a ideia de colocar papéis dentro do autocarro a dizer Partido Nacional Renovador, mas se é para propaganda, hmm, não me convenceu. Claro que era um papel que alguém tinha colocado lá, rabiscado a caneta.

 

 

Ano Novo Chinês: Feliz ano do tigre!

 

 

 

Idolomania: Os ânimos têm estado um pouco exaltados, nunca acompanhei regularmente, mas desde o início que a minha preferência foi o Filipe. No entanto, também reconheço todo o valor à outra concorrente. Enfim, no big deal.

 

Mais um post muuuuito interessante...

 


10
Fev 10
publicado por Andi, às 00:14link do post | comentar

Por vezes gosto de escrever sobre temáticas que me preocupam, que me fazem pensar e que de uma forma ou outra me dizem algo. Não costumo ser pessoal, embora este seja um blog que me retrata como pessoa, uma pequena porção, penso eu e espero, para bem da minha integridade como pessoa.

 

Não nomeio pessoas, não falo directamente de problemas pessoais, de fobias, de obsessões, o que quiserem. Não por regra restritiva e obrigatória, mas porque me sinto mais à vontade dessa forma, quero exprimir-me como me der na gana, vir aqui escrever que fulano X ou Y fez isto ou aquilo não me parece conteúdo para um blog, meu. Adiante, apesar desses desvios À minha realidade, por vezes tenho que escrever um ou dois posts mais directos. Este é um deles. Por vezes não basta escrever sobre pseudónimos, de situações semelhantes, ou de tentar-se incorporar noutra para tentar obliterar a nossa. Por vezes chega esta necessidade de nos afirmarmos, de gritar o nosso nome e exteriorizar os nossos problemazinhos, tão dramáticos, tão irresolúveis da nossa insignificante existência. A necessidade de ter uma palmadinha nas costas, um falso "tudo vai correr bem", um visão de esperança, algo.

 

A ruptura da nossa pele escamosa de réptil de indiferença para o que os outros esperam, pensam de nós está na causa de tudo, deste texto, desta irracionalidade, da apatia, dos conflitos. A violência gratuita de magoar as pessoas propositadamente por vezes espanta-me. A arrogância (a má) de achar que se pode dominar todas as áreas, de submeter os outros à sua opinião, ao seu reino de intelectualidade falsa e divindade estupidificante é algo que eu não compreendo.

 

Não é a primeira vez que me fazem isso. Tentar fazer-me passar por burra ou estúpida. Posso tolerar muitas coisas, mas nesse contexto a minha tolerância esgota-se rapidamente. Não sou boa a avaliar-me, não me importa saber se acham que eu sou boa, ou bonita, ou se sei fazer trabalhos manuais, ou fazer o pino, eu simplesmente não me importo, mas quando põe em causa a minha capacidade de compreender os fenómenos que me rodeiam, quando põe em causa a minha capacidade no meu curso, eu simplesmente não tolero. Estou-me a borrifar se pareço presunçosa, sei que tenho qualidades. Não sou um Einstein, mas não me atirem areia para os olhos. É tão típico essa atitude de tentar levar-nos a pensar que nada valemos, ou então o contrário, pensarmos que valemos mais do que a realidade.

 

Não comento. Não respondo. Não tento demonstrar por palavras que isso é errado, na maior parte das vezes, porque sei que terei oportunidade de mostrar o que valho. Já o fiz, já me elogiaram por isso. Também já não consegui, mas isso ajuda-me a saber os meus limites.

 

Este texto e semelhantes que eventualmente surgirão serão uma boa forma de poupar dinheiro num terapeuta. Obrigado a todos pela poupança.

música: Ornatos Violeta - Ouvi Dizer

09
Fev 10
publicado por Andi, às 21:14link do post | comentar | ver comentários (5)

Tenho seguido a apresentação dos artistas que irão actuar no Rock in Rio, e as notícias têm-me deixado muito desapontada. Nomes como Shakira e Miley Cirus deixam-me tentada a sugerir mudar o nome do festival pois não vejo a ponta de um corno de rock aqui. Não tirando o mérito a estas cantoras, sinto-me enganada por estar em expectativa por um festival cujo nome nada diz acerca do seu conteúdo.

 

Outro nome confirmado para o Rock in Rio é John Mayer, que até eu aprecio, mas continuo com a opinião que escrevi acima. Muse ainda se safa, mas para mal dos meus pecados nunca segui muito a banda, e não sou lá grande fã.

sinto-me: rabujenta
música: John Mayer - Daughters

28
Jan 10
publicado por Andi, às 14:38link do post | comentar

Porque escrevo eu? Porque escrevemos nós? Porque damos uso às palavras, por vezes um uso tão inócuo, supérfluo e inútil, que por vezes uma folha amarelecida a voar no meio de um jardim urbano, uma folha que ninguém nota, que ninguém quer, que ninguém vai apanhar, essa folha, por vezes, tem mais significado.

 

Porque escrevo? Isto é escrever? Escreverei porque ultimamente sinto-me incapaz de socializar com alguém de quem nada conheço, será a escrita uma alternativa ao discurso?

 

Sinceramente não me parece. Existe um impulso dentro de nós, pelo menos a maior parte, que nos leva a escrever. Um frenesim nos dedos que os leva a escolher as letras, sem sabermos quais as palavras que escrevemos. Por vezes esse frenesim tem uma causa de dor, de angústia, por outras é uma causa de paz, de entendimentos. Ainda noutras vezes, não tem qualquer tipo de causa. É a fuga da realidade, é o encontro da idealidade, é a descrição do que vemos, é a descrição do que deveríamos ser. É uma opinião, é um comentário, é um insulto. Seja o que for. Sei que nem sempre escrevo, por vezes estou embrenhada noutros assuntos, o curso ocupa-me grande parte do tempo, o tempo escoa-se tão rapidamente, que passo metade dele a decidir o que fazer com o que me resta. Ainda existem alturas em que não sei o que escrever, estou confusa, as ideias misturam-se e entrelaçam-se na minha mente e não consigo separá-las.

 

Leio e escrevo. O que escrevo será realmente meu? Ou será apenas fragmentos combinados do que leio? Serão minhas as palavras? A arrogância não é tanta que me permita afirmá-lo.

 

 

Interrogo constantemente, mas dou poucas respostas. Talvez não me compita a mim fornecê-las.

música: Clint Mansell - Lux Aeterna

25
Jan 10
publicado por Andi, às 13:50link do post | comentar

Bem, depois de uma primeira fase de exames (demasiado) intensiva e de quase um braindead irreversível, este post não vai ter qualquer espécie de coerência e/ou coesão.

 

Primeiro tenho a afirmar que não sei o que se passa com a minha cama que estou toda eskafiada do pescoço.

 

Segundo ponto, gosto do esquizofrenismo da opinião popular em relação ao Haiti. No início era uma compaixão enorme, e coitadinhos e tudo o mais, depois começaram a questionar tanta ajuda, ultimamente já afirmam que o melhor é deixar os haitianos resolverem por si mesmo, pois se dependerem da ajuda exterior ficarão sempre dependentes.

 

 

Último ponto, tenho a afirmar a todos que não moro na Embaixada de Angola, escusam telefonar mais e tentar mandar mais faxes.

 

Passem bem.

 

 

 


15
Jan 10
publicado por Andi, às 16:40link do post | comentar | ver comentários (6)

O filme que está a por toda a gente numa espiral de conspirações e comentários sem fim (muitos altamente despropositados como este), também foi visto, imaginem por quem, ah pois é, por moi.

 

Queria muito ver o filme e não me desiludiu. Efeitos especiais espectaculares, os Na'vi estão muito bem arquitectados e a filosofia do filme e a sua mensagem ecológica, foram aspectos que me agradaram. Mas sem dúvida a beleza selvagem de Pandora foi o que mais me deslumbrou. Apesar de alguns dizerem que a história é pobre e completamente previsível, bem, não é completamente verdade, mas também não é complentamente mentira.A criatividade e imaginação da criação do mundo de Pandora, deixam-me demasiado extasiada para pensar numa história rica intelectualmente, e com um fim muito rebuscado. Por vezes este tipo de filme, que nos deleitam os sentidos servem para quebrar um pouco a rotina de filmes cujo conteúdo é altamente condensado e pretensioso, ou pelo contrário dos filmes que carecem de conteúdo e apresentação.

 

 


Imagem retirada daqui.

 

 

música: Why go - Pearl Jam

26
Out 09
publicado por Andi, às 20:22link do post | comentar

Ironia das ironias, lógica num blog que se diz irracional. Ou talvez não. Eu durante muito tempo fui uma rádio addict, e agora começo a recomeçar nisso outra vez. Ouvir rádio na internet tem a vantagem de sabermos sempre o que ouvimos. Estava eu neste momento a estudar (!) quando ouço uma daquelas músicas que não farta ouvir. Obviamente mais velha que eu (parece quase um requisito para eu considerar a música boa), não estivesse eu a ouvir a m80, quase a única rádio que ouço, aqui está ela:

 

When i was young
It seemed that life was so wonderful
A miracle, oh it was beautiful, magical
And all the birds in the trees
Well they´d be singing so happily
Oh joyfully, oh playfully watching me
But then they sent me away
To teach me how to be sensible
Logical, oh responsible ,practical
And they showed me a world
Where i could be so dependable
Oh clinical, oh intellectual, cynical

There are times when all the world´s asleep
The questions run too deep
For such a simple man
Won´t you please, please tell me what we´ve learned
I know it sounds absurd
But please tell me who i am

Now watch what you say
Or they´ll be calling you a radical
A liberal, oh fanatical, criminal
Oh won´t you sign up your name
We´d like to feel you´re
Acceptable, respectable, oh presentable, a vegetable!

At night when all the world´s asleep
The questions run too deep
For such a simple man
Won´t you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
But please tell me who i am, who i am ,who i am.

música: logical song - Supertramp

24
Out 09
publicado por Andi, às 13:05link do post | comentar

Como já vem a ser habitual, venho aqui dar a conhecer o que têm sido a minha leitura nestes últimos tempos, como estive de férias, tive muito mais tempo, o qual aproveitei para ler alguns livros que tinha guardados, aqui vai uma espreitadela por essa leitura de Verão.

 

 

A Queda de Atlântida, de Marion Zimmer Bradley

 

 

Já tinha começado a ler um livro da autora anteriormente, mas por alguma razão que não me lembro não cheguei a acabar. Achei este livro muito decepcionante, não gostei da história, achei que não tinha uma continuidade. Não gostei, ponto.

 

Classificação: 7/20

 

As Aventuras de Tom Bombadil, de J.R.R. Tolkien

 

 

Bem, este é um clássico, decidi ler para também ver como era a escrita de Tolkien para além da trilogia e do Hobbit, que também está relacionado com a trilogia, que foram os livros dele que li até agora. Apesar de ter uma primeira parte daqueles poemas característicos dele, e que eu pessoalmente não aprecio muito, as outras histórias compensaram. Não tem qualidade comparável com os outros livros, mas pronto é Tolkien. Tolkien é Tolkien.

 

Classificação: 13/20

A Fúria das Vinhas, de Francisco Moita Flores

 

 

Porque não leio só escritores estrangeiros, A Fúria das Vinhas foi a minha escolha. Um livro com muita História por trás, com traços de Ciência também, um livro que falta de perseverança e teimosia, características que eu aprecio, aliás como apreciei o livro também.

 

Classificação:16/20

 

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

 

 

 

Livro da famosa escritora inglesa Jane Austen, considerado por muitos a sua maior obra-prima. Li este livro quando fiquei doente (nas férias, que sorte a minha!) e li-o muito rápido, em dois, três dias despachei-o. Apesar de ser uma escrita muito pomposa e formal gostei muito do seu desenvolvimento e consegui antever algumas críticas subliminares à sociedade da altura, bem como aos costumes  e modo de pensar e agir. Após ler o livro vi o filme e agradou-me, embora se o contrário tivesse acontecido, presumo que não gostaria tanto do livro ou vice-versa.

 

Classificação: 19/20

 

O triunfo dos Porcos, de George Orwell

 

 

Livro relativamente simples de ler, mas com uma mensagem bastante poderosa. Uma fábula política que nos faz pensar.

 

 

Classificação: 15/20

Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marquez

 

 

Gostei particularmente deste livro, achei a história muito interessante, gostei da forma como foi articulada, enfim, gostei mesmo. Tenho uma certa empatia pelos escritores da América Latina, não me perguntem porquê, mas penso que o seu modo de escrever é peculiar, é diferente.

 

Classificação:19/20

 

O Cão dos Baskervilles, de Sir Arthur Conan Doyle

 

 

 

Foi o primeiro livro deste grande senhor que li, e certamente não será o último. Comecei pelo fim é certo, mas os dados revelados neste livro não me irão tirar o prazer desta saga. Gostei do livro, é simples e traz suspense. No entanto, achei que o fim foi revelado um pouco antes do que era desejável, retirando um pouco aquela ansiedade de saber o final.

 

Classificação: 16/20

 

 

Os Despojos do dia , de Kazuo Ishiguro

 

 

Finalmente o último livro escolhido revelou-se uma escolha muito, muito, muito triste. Eu quando me decido a ler um livro, leio-o até ao fim, não deixo pelo meio, não espero um mês para voltar a ler, é verdade, eu massacro-me, mesmo que o livro esteja a ser uma tortura. Este livro foi um deles. Livro chato, chato, chato! O autor de origem japonesa, mas que cresceu sendo um inglês, não podia ter tornado o livro mais chato. Li este livro pensando que algo se iria alterar, algo iria trazer alguma vivacidade à leitura, mas nada. Eu sei que o autor pretendeu ter uma crítica sátira e irónica da sociedade inglesa que o livro retrata, ao típico mordomo inglês, mas, na minha opinião, não o fez da melhor forma.

 

Classificação: 4/20

 

 

E pronto, eu sei que esta espécie de rubrica saiu um bocado tarde, mas cá está. Neste momento encontro-me a ler A Ordem Natural das Coisas, de António Lobo Antunes,

sinto-me: rato de biblioteca

30
Jun 09
publicado por Andi, às 00:14link do post | comentar | ver comentários (1)

Tem estado crítico por aqui, não sei o que faço ao meu tempo, só sei que não tenho qualquer controlo sobre ele! Enfim, vim apenas deixar-vos a salivar de raiva e inveja ao anunciar os dois eventos a que fui estes últimos tempos e que acho que são merecedores de toda a atenção.

 

Primeiro, fui ver o meu primeiro circo, é verdade fui uma criança que nunca foi ao circo, mas traumas à parte, nada melhor do que o Varekai para essa estreia. Nem sei como descrevê-lo, apenas posso dizer que desde o ínico ao fim não consegui fechar a boca. Para quem não sabe (shame on you!) Varekai é o último espectáculo do Cirque do Soleil, que dispensa qualquer tipo de apresentação.

 

"No fundo de uma floresta, no topo de um vulcão, existe um mundo extraordinário. Um mundo onde outras coisas são possíveis. Um mundo chamado Varekai.

Um jovem solitário cai dos céus e assim começa a história de Varekai. Caindo de pára-quedas no meio de uma floresta misteriosa e mágica, um lugar fabuloso habitado por criaturas de mil metamorfoses, este jovem homem lança-se numa aventura absurda e intrigante. Neste dia, neste lugar longínquo onde tudo é possível, inicia-se uma celebração à vida redescoberta.

A palavra varekai significa «em qualquer lugar» na língua dos ciganos, os eternos nômades. Varekai é uma homenagem ao espírito nómada, à alma e à arte da tradição do circo, bem como à paixão infinita de todos os que continuam a sua busca no caminho que leva a Varekai."

 

O jovem referido no excerto é Icarus, cuja viagem eu acompanheie é no mínimo estonteante.

 

 

 

De todos os actos que vimos encadeados na história de Icarus não houve exactamente um preferido, contudo o que eu achei mais arriscado e que me fez fechar várias vezes os olhos foi o que no site é referido como os "Russians Swings", num baloiço destes eu não andava, de certeza!

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

Falando agora de outro evento, AC/DC. Mais inveja, mais ódio, andem lá! quero receber comentários a mal dizerem tudo e todos... Picardias à parte, basicamente o que eu tenho a dizer é que os AC/DC rulam. Melhor concerto  a que eu já assisti!

 

Não liguem ao som deste vídeo, foi dos melhorzinhos que eu arranjei...

 

 

sinto-me: socialxD
música: AC/DC- The Jack

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